Mãe de Jeff Buckley não quis Brad Pitt a interpretar o filho

Projeto de biopic acabou por cair. Documentário sobre o cantor estreia hoje no Festival de Sundance.

A mãe de Jeff Buckley (1966-1997), Mary Guibert, rejeitou a proposta de Brad Pitt (na foto em cima) para encarnar o filho num filme sobre a vida do cantor. A história é apurada pela Variety, segunda a versão contada por Guibert, que é a entrevistada.

A partir de 2000, Brad Pitt começou a contactar Mary Guibert para um projeto de biopic sobre Jeff Buckley. O ator convidou a mãe do cantor para um almoço na sua casa e colocou o seu nome na lista de convidados VIP para o casamento com a atriz Jennifer Aniston.

A nega de Mary Guibert à proposta de Brad Pitt não foi imediata. “Se receberes 20 contactos diferentes e um deles for do Brad Pitt, quem é que vais escolher?”, graceja Guilbert à Variety.

Com o tempo, Mary Guibert foi levantando algumas dúvidas ao projeto do filme de Brad Pitt, colocando-lhe algumas questões: “será que te vamos pintar o cabelo, colocar-te lentes de contacto de cor castanha nesses olhos azuis bebé? Será que quando abrires a boca, vai sair de ti a voz do Jeff?”.

O biopic de Brad Pitt seria abortado e desde então várias tentativas de dramatização da vida de Jeff Buckley têm ficado enguiçadas. A realizadora Amy Berg foi outra das desventuradas que tentou em vão levar para a frente um biopic sobre o cantor de Grace. Mas Amy Berg, depois de ter tido acesso ao arquivo de Buckley, sentiu que só um documentário faria justiça ao legado da sua vida, que se concretizou.

Esse documentário sobre Jeff Buckley intitula-se “It’s Never Over, Jeff Buckley” e estreia-se mundialmente hoje, no Festival de Sundance, nos Estados Unidos. Brad Pitt é um dos produtores executivos, que ajudou a preservar e a digitalizar o material de arquivo de Jeff Buckley. Mary Guibert é outro dos produtores executivos de “It’s Never Over, Jeff Buckley”, que não tem ainda data de estreia em Portugal.

Jeff Buckley lançou em vida o álbum “Grace”, que o eternizou. O disco inclui a versão transcendental de Hallelujah, de Leonard Cohen, além de outras canções emblemáticas, como ‘Last Goodbye’ ou ‘Eternal Life’.

Jeff Buckley morreu precocemente, aos 30 anos de idade, vítima de afogamento no rio Wolf, um dos afluentes do Mississippi. Também o seu pai, o músico Tim Buckley, que o filho mal conheceu, teve uma vida curta, tendo morrido aos 28 anos de overdose de heroína, em 1975. Ambos os cantores tinham vozes poderosas e muito similares.