Cinco mortos nos incêndios na Califórnia
Mais de 1.500 casas destruídas por vários incêndios de grandes proporções.
O estado da Califórnia, nos Estados Unidos, continua a ser assolado por vários incêndios de grandes proporções. Uma das situações mais preocupantes é em Los Angeles, onde o fogo já obrigou à retirada de mais de 130 mil pessoas e destruiu cerca de 1.500 habitações, incluindo de várias celebridades. Há cerca de 60 mil casas sem eletricidade.
Na noite de quarta-feira, as autoridades ordenaram aos moradores do bairro histórico de Hollywood que abandonassem as suas casas, depois de um novo incêndio ter deflagrado a centenas de metros da Hollywood Boulevard. Em causa, explicou o Corpo de Bombeiros de Los Angeles, está uma "ameaça imediata à vida".
Foram também encerradas escolas e centros recreativos transformados em abrigos para as pessoas que tiveram de ser retiradas. Durante o dia, nuvens negras de fumo taparam o sol em grandes extensões da cidade de Los Angeles e caíram cinzas mesmo em bairros que estão a vários quilómetros das zonas afetadas.
Até ao momento, há registo de cinco vítimas mortais nas zonas de Altadena e Pasadena.
O condado de Los Angeles e pelo governador da Califórnia, Gavin Newsom, declararam estado de emergência. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, já autorizou ajuda federal no combate aos incêndios. O chefe de estado cancelou, entretanto, uma viagem oficial a Itália, marcada para esta quinta-feira, que seria provavelmente a última visita ao estrangeiro antes de Donald Trump tomar posse, a 20 de janeiro.
Os habitantes de Los Angeles começaram também nas últimas horas a receber avisos para ferverem a água, devido à intensidade do uso pelos bombeiros que está a diminuir a pressão nos canos e pode tornar o seu consumo perigoso.
