Mais de 130 detidos nos protestos em França

Balanço das autoridades em mais um dia de protestos nas maiores cidades do país.

Resumo IA

• O Governo francês deteve 135 pessoas durante protestos, principalmente por posse de objetos perigosos.

• Foram contabilizados 35.000 manifestantes e 136 ações contra a ordem pública, menos que as 264 do sábado anterior.

• As forças de segurança mantêm vigilância e as restrições noturnas em Marselha foram alargadas a toda a população.

Resumo feito por IA e revisto pela redação da Rádio Comercial

Mais de 130 pessoas foram detidas hoje em França, em dia de protesto, a maioria por transportar objetos que podiam ser usados como arma, anunciou o Governo francês.

"Um grande número destas detenções [135] está relacionado com o controlo de multidões e com a descoberta de equipamentos destinados a serem utilizados como armas", explicou o ministro do Interior, Laurent Nuñez, indicando que se contabilizaram 35.000 manifestantes nas principais cidades.

Até às 13h00 locais (menos uma hora em Lisboa), as forças de segurança francesas tinham registado 136 ações contra a ordem pública, por oposição às 264 registadas à mesma hora no sábado anterior, o que resultou em 135 detenções, informou o ministro do Interior.

De acordo com este ministério, foram apreendidos "objetos potencialmente perigosos", incluindo morteiros e bolas de petanca (esferas metálicas), durante as verificações nas entradas e nas imediações das manifestações.

O ministro francês do Interior, Laurent Nuñez, indicou que, entre as 136 ações registadas, não foi reportado qualquer incidente grave.

De acordo com o governante, as forças de segurança e as câmaras municipais mantêm operações de vigilância para prevenir distúrbios e garantir o cumprimento das proibições.

"Sabemos que provavelmente haverá grupos dispersos que tentarão provocar incidentes", alertou Nuñez em declarações divulgadas pelo canal francês de televisão BFMTV, referindo-se a eventuais ataques contra empresas, instituições e forças de segurança.

Em relação ao número de manifestantes, no último sábado, marcado por violência e pilhagens, "60 mil pessoas" foram contabilizadas em espaços públicos até às 12h00 locais.

Em Lyon, as forças de segurança usaram gás lacrimogéneo para dispersar vários grupos de pessoas, segundo agência de notícias Europa Press.

Em Marselha, a câmara municipal autorizou excecionalmente uma manifestação convocada por sindicatos, apesar da proibição inicial de ajuntamentos.

Ainda em Marselha, as restrições noturnas que afetavam os menores de idade no centro da cidade e em certas zonas comerciais foram alargadas à população em geral, nas noites de sábado e domingo.