Mais de 40% dos trabalhadores jovens já foram discriminados pela idade
São resultados do estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos sobre o idadismo no trabalho.
Para assinalar o Dia Internacional da Juventude, a Fundação Francisco Manuel dos Santos lançou um estudo sobre o idadismo no local de trabalho. Nele, conclui que 42% dos trabalhadores mais jovens já foram discriminados pela idade.
Susana Schmidtz é professora no ISCTE e uma das autoras do estudo. À redação explica que a discriminação pela idade “afeta os jovens desde a contratação até ao despedimento”. Os inquiridos ressaltaram que se sentiram “preteridos para uma promoção, tiveram a sua opinião menos considerada ou tiveram menos oferta de formação”. A investigadora ressalva que quem se sente mais discriminado pelo idadismo são “os trabalhadores com salários mais baixos” e os que se sentem menos são “as pessoas que ocupam cargos de chefia”.
O preconceito dos mais velhos para com os mais jovens não é unilateral, Susana Schmidtz refere uma “tensão intergeracional”. Os mais velhos tendem a exercer certos estereótipos sobre os mais novos como “serem menos dinâmicos e proativos”, mas também “que sabem lidar melhor com a tecnologia”. Já os jovens tendem a considerar os antigos “têm menos capacidade de adaptação, menos competência e menor desempenho”.
O estudo conclui que o preconceito baseado na idade afeta os resultados dos trabalhadores. Quem sofre de idadismo tem menor compromisso para com a empresa. A maior preocupação, segundo Susana Schmidtz, é o desconhecimento e falta de investigação sobre este tema.
