Mais de 500 profissionais de saúde queixaram-se de violência
Dados da Direção-geral da saúde foram registados nos primeiros 9 meses de 2017.
Mais de 500 casos de incidentes de violência contra profissionais de saúde foram registados nos primeiros nove meses do ano passado, segundo dados da Direção-geral da Saúde.
No terceiro trimestre de 2017, o sistema que regista os incidentes contra profissionais de saúde no local de trabalho tinha 3 130 notificações, quando no final de 2016 as notificações não chegavam às 2.700.
Segundo os dados disponíveis no site da Direção-geral da Saúde (DGS), a grande maioria dos incidentes de violência contra profissionais de saúde é relativo a assédio moral (75%), seguindo-se a violência física (11%) e a violência verbal (8%).
Em mais de metade das situações o agressor é o utente ou doente e o grupo profissional que mais é vítima de violência é o dos enfermeiros, seguido dos médicos e depois dos assistentes técnicos e dos assistentes operacionais.
Há ainda 22% dos incidentes de violência em que o agressor é um outro profissional de saúde e em 21% dos casos é o familiar do doente.
De acordo com os relatórios publicados no site da DGS, no final de 2016 havia 2 625 notificações de incidentes de violência contra os profissionais de saúde, no final do primeiro trimestre de 2017 registavam-se 2.804 e no final do terceiro trimestre do ano passado ultrapassaram-se as 3 100 notificações.
Segundo os dados anuais discriminados que a DGS tem publicado, em 2015 tinham sido registados 582 incidentes relativos a violência contra profissionais de saúde no local de trabalho, em 2014 houve 531 e em 2013 foram notificados 202.
