Mais de metade dos utentes morreram à espera de vaga em cuidados paliativos em 2024
Números de 2024 representam mais do que nos dois anos anteriores.
Mais de metade dos utentes referenciados para cuidados paliativos no SNS em 2024 morreram antes da admissão, mais do que nos dois anos anteriores, revela um estudo do regulador da Saúde.
Em 2024, 53% dos utentes referenciados para Unidade de Cuidados Paliativos da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (UCP-RNCCI) morreram enquanto esperavam por vagas, acima dos 47,5% em 2023 e 48% em 2022, refere o estudo sobre o acesso a cuidados paliativos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), realizado pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS) e hoje divulgado.
“Em sentido inverso, a percentagem de utentes admitidos diminuiu para 33,0%, em 2024, menos 4,4 pontos percentuais face a 2023 e menos 3,6 pontos percentuais face a 2022, com uma mediana de tempo de espera para a admissão de 16 dias, no último ano”, salienta
Dos utentes admitidos, 88,4% foram internados em unidades de cuidados paliativos e os restantes em unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, indica o estudo que visou caracterizar a Rede Nacional de Cuidados Paliativos (RNCP) e avaliar a adequação da oferta às necessidades.
Em 2024, foram identificadas 21 unidades de internamento de cuidados paliativos hospitalares e 13 UCP-RNCCI1 contratualizadas com o setor social e privado, menos uma do que nos dois anos anteriores, registando-se um rácio nacional de 42,1 camas por milhão de habitantes, valor inferior aos limiares recomendados pela Associação Europeia de Cuidados Paliativos.
