Malvinas denunciam mensagens políticas da Argentina e pedem ação da FIFA
O governo das ilhas Malvinas denuncia o comportamento da seleção argentina depois da meia-final do Mundial.
O governo das ilhas Malvinas enviou uma carta à FIFA a denunciar o comportamento da seleção argentina de futebol depois da meia-final do Mundial, acusando os jogadores de exibirem mensagens políticas proibidas.
«A política não tem lugar no desporto – pedimos à FIFA que aplique as suas próprias regras de forma consistente», indicam os representantes das Ilhas Malvinas na missiva.
Recorde-se que os jogadores da seleção sul americana exibiram uma tarja onde se lia «As Malvinas são argentinas», numa alusão à disputa territorial entre Argentina e Reino Unido que escapou para um sangrento conflito armado em 1982.
O governo das Malvinas (Ilhas Falkland para os britânicos), arquipélago pertencente ao Reino Unido mas autónomo e autofinanciado, lembra ainda vídeos divulgados depois do Argentina-Egito (dos oitavos de final) e nos quais os jogadores entoam cânticos sobre as Malvinas nos balneários. «Estamos desapontados, embora infelizmente não surpreendidos, com esta conduta, dado que este não é o primeiro incidente do género: a Associação Argentina de Futebol foi multada em 20.000 libras [23,5 mil euros, ao câmbio atual] pela FIFA em 2014 por conduta semelhante», lê-se ainda na carta cujo teor foi também publicado nas redes sociais.
As Malvinas pedem à FIFA que aplique «de forma consistente» os seus próprios regulamentos, lembrando que os Estatutos e o Código Disciplinar proíbem expressamente mensagens políticas, religiosas ou pessoais em jogos e instalações oficiais.
