Manifestação pela habitação em Espanha pede greve geral

País vizinho realiza manifestações em dezenas de cidades contra o chumbo pelo Parlamento de medidas de resposta à crise na habitação.

Resumo IA

• O Sindicato de Inquilinas iniciou hoje uma manifestação em Madrid contra a queda dos decretos da habitação.

• Mais de 50 manifestações ocorrem em Espanha, exigindo uma descida de 50% nos alugueres e contratos sem termo.

• A porta-voz anunciou que a luta pela habitação vai incluir uma greve geral para transformar a realidade social.

Resumo feito por IA e revisto pela redação da Rádio Comercial

A manifestação convocada pelo Sindicato de Inquilinas para denunciar a queda dos decretos da habitação começou hoje pouco depois do meio-dia, em Madrid, onde quatro colunas marcharão até à Praça Cibeles.

Esta marcha, encabeçada por uma faixa com a inscrição “Rumo à greve geral”, é uma das mais de 50 manifestações que vão realizar-se ao longo do dia em diferentes cidades de Espanha para reclamar uma descida de 50% nos alugueres, a existência de contratos sem termo e a expropriação das casas pertencentes a fundos abutres.

Em declarações aos jornalistas, a porta-voz do Sindicato de Inquilinas, Valeria Racu, destacou que a mobilização se deve a Maricarmen, à sua valentia e exemplo, que fizeram “soltar o rastilho”, numa referência à idosa madrilena que foi desalojada no dia 23 de setembro e que graças à pressão social poderá voltar a casa.

"Ontem constatámos que temos um Congresso sequestrado pelo rentismo. Um congresso totalmente desfasado da realidade das ruas, totalmente afastado dessa maioria social, deste consenso que existe na nossa população de que o rentismo é uma chaga para a nossa sociedade e que temos de acabar com ele”, sublinhou Racu.

O que se sente nas ruas, advertiu, é “uma nova energia” que demonstra que oito dias de poder popular são capazes de fazer muito mais do que “oito anos de governo progressista”.

"Com o que aconteceu no Sol, com o que aconteceu nas ruas, com o que aconteceu em tantas praças nesta última semana, o que se está a provar é que o poder volta às ruas”, disse.

A dirigente lançou um aviso:"Governe quem governar, não vamos tolerar outros quatro anos sem atacar o maior problema deste país”.

A porta-voz afirmou que agora começa a “política de verdade”, a que sempre pertenceu ao povo e que volta de uma vez por todas às ruas.

“E para consegui-lo, para conseguir desde logo acabar com este negócio da habitação, queremos resgatar essa ferramenta histórica que usamos sempre, a classe trabalhadora, para transformar a realidade: que é a greve geral”, defendeu.