Manifestantes detidos em Lisboa vão ser presentes a tribunal na segunda-feira
Os seis manifestantes detidos foram libertados com termo de identidade e residência e vão ser presentes a tribunal na segunda-feira.
Os seis manifestantes detidos na madrugada de hoje após intervenção policial contra a Acampada de Lisboa foram libertados com termo de identidade e residência e vão ser presentes a tribunal na segunda-feira, revelou o advogado Ricardo Sá Fernandes.
Os detidos serão apresentados a juiz de instrução criminal na segunda-feira, às 14:00, no Campus de Justiça, em Lisboa, indicou à agência Lusa a defesa dos manifestantes da Acampada de Lisboa.
Ricardo Sá Fernandes adiantou que os seis detidos em Lisboa "são jovens".
Para a defesa dos manifestantes da Acampada de Lisboa, "os únicos autores de crimes nestas circunstâncias são o ministro da Administração Interna, Luís Neves, e o diretor nacional da PSP, Coelho de Moura".
Por isso, Ricardo Sá Fernandes vai avançar com participação criminal contra o ministro da Administração Interna e o diretor nacional da PSP, acusando-os de "abuso de poder" e afirmando que foi "uma noite negra na história da democracia portuguesa".
Na carga policial da madrugada de hoje, em que a PSP avançou praticamente em simultâneo sobre os manifestantes concentrados nas acampadas em Lisboa e no Porto para que desmobilizem, retirando tendas, foram detidas 13 pessoas, seis em Lisboa e sete no Porto, registando-se vários feridos.
A Acampada de Lisboa disse que mais de 30 pessoas ficaram feridas, das quais 10 foram hospitalizadas, enquanto a Acampada do Porto apontou para 35 feridos ligeiros e três graves.
Já a PSP disse ter conhecimento "da existência de civis feridos, não sendo, contudo, possível, neste momento, avançar com um número concreto", indicando que 13 polícias ficaram feridos, dos quais oito necessitaram de transporte a unidade hospitalar.
Antes desta intervenção policial, a PSP voltou a avisar os manifestantes, a partir das 00:30, de que tinham de retirar as tendas e, se não o fizessem, estavam a incorrer num crime de desobediência.
