Manifestantes pelo direito à habitação no Porto marcam nova concentração para esta segunda-feira

Os manifestantes contra os preços da habitação, que estiveram acampados na Praça D. João I, no Porto, até esta manhã, vão permanecer no local durante esta segunda-feira e apelam à participação popular numa concentração pelas 19:00.

Os manifestantes contra os preços da habitação, que estiveram acampados na Praça D. João I, no Porto, até esta manhã, vão permanecer no local durante esta segunda-feira e apelam à participação popular numa concentração pelas 19:00.

Os cerca de 50 ativistas, que estiveram reunidos naquela praça após a retirada das tendas pela polícia ao início da manhã, decidiram, em assembleia, permanecer no local até às 19:00 e convocaram uma concentração para aquela hora.

O objetivo é, segundo explicou em declarações aos jornalistas um dos responsáveis pelo protesto, "juntar o maior número de pessoas" às 19:00 para "discutir o tema da habitação" e organizar uma "grande assembleia", já marcada para quarta-feira, também às 19:00.

"Neste momento estamos, de facto, a apelar às pessoas que se reúnam aqui [às 19:00]. A assembleia que está a acontecer atrás de mim é exatamente para isso, é para definir os passos até quarta-feira, e depois na quarta-feira, então, as decisões tomadas vão envolver muito mais pessoas, o que tornará o processo mais interessante também", explicou João Silvério.

Para quarta-feira, o grupo está a organizar uma "manifestação, uma assembleia [na Praça D. João I], uma concentração e talvez, ainda não está decidida esta parte, um percurso [pelo centro da cidade] que podemos ou não utilizar, conforme virmos que é oportuno", explicou o ativista.

Naquela praça do centro do Porto estiveram desde sábado e até ao início da manhã de hoje cerca de 60 tendas montadas num protesto contra o aumento do custo de vida, os preços da habitação, o aumento do custo dos combustíveis e o "aumento da dificuldade de viver que apenas deixa sobreviver".

Pelas 06:30, a Polícia Municipal retirou as tendas do local, argumentando que estavam a ocupar o espaço público e que não tinham autorização para tal.

Segundo explicou a Câmara Municipal do Porto, em comunicado, aquele acampamento estava a ocupar indevidamente o espaço público, razão pela qual foi retirado pelas autoridades.

A autarquia presidida por Pedro Duarte (PSD/CDS/IL) referiu que "a ocupação da Praça D. João I através da instalação de um acampamento foi avaliada pelas entidades competentes e forças de segurança, a quem cabe atuar em conformidade com a lei, não permitindo a ocupação ilegal e degradação do espaço público".

"Nesse sentido, na manhã de hoje, deu-se início a uma ação conjunta entre a PSP, a Polícia Municipal e a Porto Ambiente [empresa municipal], para remover os objetos que ocupavam indevidamente o espaço público da Praça D. João I", justificou a autarquia.

No sábado, cerca de 1.500 pessoas manifestaram-se no Porto em protesto contra o aumento do custo de vida e da habitação.

A concentração foi organizada pela plataforma "Não dá mais para viver assim", que promoveu protestos também em cidades como Aveiro, Braga e Lisboa.