Marcelo aposta na juventude para vencer populismos na Europa

Presidente da República discursou no Parlamento Europeu.

O Presidente da República defendeu hoje, em Estrasburgo, que a União Europeia (UE) só "ganha o futuro vendo a médio e longo prazo" e considerou imprescindível a mudança geracional para vencer os populismos.

Perante os eurodeputados, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que "o tempo urge e a Europa não pode perder tempo" para fazer cumprir os desígnios da UE.

O Parlamento Europeu (PE) "não pode ficar apenas pelas ideias abstratas, um ou outro grupo de trabalho, deleitando-se com debates de pormenores institucionais que não dizem nada ao dia-a-dia dos europeus".

"Só se ganha o futuro vendo a médio e longo prazo", alertou o Presidente da República.

O chefe de Estado português advertiu o PE que a União Europeia "tem de acelerar a mudança geracional" dos intervenientes políticos, "aumentar a participação dos jovens, o rejuvenescimento dos sistemas políticos, económicos e sociais dos Estados-membros", sob pena de "criar vazios que serão preenchidos" pelos "populismos e movimento antissistémicos".

Marcelo Rebelo de Sousa discursou no Parlamento Europeu por ocasião do Dia da Europa, que se comemorou na terça-feira.

A última vez que tinha discursado perante os eurodeputados foi em abril de 2016, um mês depois de tomar posse no primeiro mandato, "noutro tempo, noutro mundo, noutra Europa", ponderou o chefe de Estado.

O Presidente da República defendeu que a União Europeia tem de avançar nas reformas político, económico-financeira e social que apregoa para se apresentar como uma potência a nível mundial: "Os egoísmos nacionais têm de ceder perante a UE [...], o mundo merece uma Europa mais forte."

A Europa também está a braços com a invasão "ilegal, injusta e imoral" da Rússia à Ucrânia, e, na ótica do chefe de Estado português, a "União respondeu com princípios, firmeza e unidade".

No entanto, Marcelo Rebelo de Sousa advertiu que os 27 têm de continuar a mostrar ao mundo que a guerra na Ucrânia não é um problema do continente europeu, mas de nível mundial.