Marcelo nega referência a "caso específico" quando disse ser preciso "cortar ramos mortos"
O Presidente da República garante que era uma mensagem de futuro em termos gerais de visão da sociedade portuguesa.
O Presidente da República negou estar a referir-se a um "caso específico" quando no discurso das comemorações do Dia de Portugal disse ser preciso "cortar os ramos mortos", acrescentando que essa foi uma "mensagem de futuro".
"Não falava para nenhum caso específico, pontual, isso não falo", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.
O chefe de Estado, que falava aos jornalistas durante uma visita a expositores e produtores de vinhos, destacou que a sua intervenção durante a cerimónia do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, foi "uma mensagem de futuro em termos gerais de visão da sociedade portuguesa".
"Nos momentos históricos falo das coisas históricas e a História demonstra que realmente temos desafios novos, temos de ter soluções novas e vem aí uma guerra, com o fim da guerra, com a mudança na União Europeia, com a mudança na NATO, com a mudança na economia, até com o facto, dos ciclos políticos que estão a decorrer em Portugal terminarem daqui por dois anos e pouco, quer o meu, quer o do Governo, tem de se olhar para além disso e é isso que se tem de fazer", observou.
Marcelo Rebelo de Sousa disse ainda "não ter ideia" de se os portugueses, comentadores ou jornalistas ficaram com essa ideia, quando, durante o seu discurso, disse ser necessário "cortar os ramos mortos que atingem a árvore toda".
