Marcelo refere-se a caso Rubiales como "coisas menores que ocupam atenção das pessoas"
Para o Presidente da República, «um crime de assédio sexual é uma questão grave, mas há questões mais graves, como seja a morte em guerra».
O Presidente da República aludiu hoje ao caso Luis Rubiales numa intervenção sobre a Ucrânia como um exemplo de "coisas tão menores que ocupam a atenção das pessoas", comparado com as mortes em guerra.
Numa intervenção na Universidade de Verão do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa falava aos alunos sobre a sua experiência pessoal na recente deslocação à Ucrânia e às situações extremas que vivenciou.
"Isto não é desmotivá-los, eu acho que é fundamental e o Presidente tem essa responsabilidade, que é resolver os problemas no sitio onde se vive. Mas de facto há coisas tão menores que ocupam a atenção das pessoas: o A beijou melhor ou beijou pior, ainda que tenha beijado, enfim", disse.
Em seguida, o chefe de Estado admitiu que estas "também são questões de princípio fundamentais". "Mas perdemos tanto tempo no dia-a-dia com coisas menores de importância, de detalhe, insignificantes", reiterou.
No final, os jornalistas questionaram o Presidente da República se se estava a referir ao comportamento do presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Luís Rubiales, na final do Mundial feminino, e ao polémico beijo de Rubiales à futebolista Jenni Hermoso ou se teriam compreendido mal a referência.
"Não, uma questão de investigação de um crime de assédio sexual é uma questão grave, mas há questões mais graves, como seja a morte em guerra, de vidas humanas de um lado e de outro em número massivo. Portanto, em termos de destaque noticioso cada qual é livre, mas uma coisa é um ato criminoso individual para se investigar, outra é uma guerra com mortes e a vida humana vale sempre mais do que tudo isso", afirmou.
