Massa de ar quente e húmida condiciona tráfego aéreo nos Açores

O arquipélago tem sido afetado por neblinas ou nevoeiros.

Uma massa de ar húmida e quente proveniente de Sudoeste está na origem das neblinas ou nevoeiros que têm provocado perturbações significativas na operação aérea nos Açores, explicou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em declarações à agência Lusa, a meteorologista Elsa Vieira, da delegação do IPMA nos Açores, explicou que a situação meteorológica tem sido provocada por "uma massa de ar húmida e quente, proveniente de Sudoeste", que transporta elevados níveis de vapor de água e humidade relativa.

"Esta massa de ar tem permanecido praticamente estacionária sobre o arquipélago, favorecendo a formação de neblinas ou nevoeiros, em especial nas zonas da costa sul das ilhas", acrescentou a meteorologista.

Elsa Vieira adiantou que o fenómeno "piora sempre de madrugada e nas primeiras horas da manhã, período em que a visibilidade diminui significativamente", afetando as operações de aterragem e descolagem nos aeroportos.

Com o aquecimento diurno, as condições tendem a melhorar durante a tarde, mas ao final do dia a visibilidade volta novamente a baixar, segundo a meteorologista.

O IPMA prevê que durante a semana continuem a manter-se as condições propícias à formação de neblinas ou nevoeiros, em especial na costa Sul da ilhas, embora com períodos mais prolongados de abertas.

As condições atmosféricas nos Açores têm tido um forte impacto na operação aérea, afetando centenas de voos.