Melhores dos matraquilhos nacionais juntam-se este sábado no Open Bouça

Atletas de todo o país deslocam-se este sábado a Cortes do Meio para um torneio homologado pelo organismo internacional da modalidade e há "bastantes pontos" em jogo.

Os melhores jogadores nacionais de matraquilhos e futebol de mesa juntam-se este sábado em Cortes do Meio, no concelho da Covilhã, para medir forças num torneio homologado pela Federação Internacional de Futebol de Mesa (ITSF).

O Open Bouça arranca às 9h00 num formato "Multitable" e tem um total de cinco mesas homologadas. É um ITSF 250, o que permite aos atletas vencedores e restantes classificados conquistar pontos "que contam para o ranking mundial", explica a esta rádio Luís Clemente, da organização.

"Neste momento fazem-se torneios 250 e 500, que são as opções que cada um dos países têm, e depois há os 750, os chamados campeonatos do mundo de determinadas mesas", sendo que este encontro nacional "já tem bastantes pontos para os atletas portugueses".

250, 500 e 750

Os sets e os três toques

Apesar de popularmente praticado em vários pontos do país, seja em meios mais urbanos ou mais rurais, o futebol de mesa jogado nestes encontros obedece a regras específicas, a começar pela forma como se vencem partidas.

"São disputadas em sets e cada set é disputado à melhor de nove golos. Ou seja, quem chegar primeiro aos cinco golos consegue um set para si, sendo que, para vencer uma partida, tem de ganhar três sets ao oponente", admitindo-se assim resultados de 3-0, 3-1 ou 3-2.

Se acontecer um 2-2, "à semelhança do ténis, há o chamado tie break e tem de haver sempre dois golos de diferença no último set para haver um vencedor".

A pontuação

Dentro de campo também há diferenças, e a primeira está logo na forma como se começa o jogo: se muitos costumam atirar a bola para o centro do campo, nos torneios "a bola começa sempre no boneco central do meio-campo e é obrigatório dar três toques antes de qualquer remate ou passe para o varão da frente".

Se a bola sair, "a reposição é feita no campo onde o adversário fez a força, ou seja, quando há um remate e a bola sai do campo, segue no defensor de quem sofreu o remate" e, também aqui, são precisos os três toques na bola antes de qualquer passe ou remate.

"Não vale" bater na mesa de forma a torná-la instável e, de forma geral, os jogadores "devem estar calados, não podem dar qualquer tipo de sinal ao parceiro".

Os três toques obrigatórios

"Brilharete" na Liga dos Campeões

A modalidade em Portugal teve um "brilharete" recente, com uma equipa da federação a chegar "aos quartos de final da Liga dos Campeões, perdendo apenas com os campeões da prova por margem mínima, o que foi a melhor classificação de sempre", e há "20 atletas que já conseguiram medalhas em campeonatos do mundo nas várias vertentes da ITSF".

O porta-estandarte nacional é Yannick Correia, que além da ligação à federação portuguesa "atualmente compete também numa equipa alemã" e está entre os 16 melhores do mundo.

Além do campeonato alemão, também o francês conta com a presença dos "melhores atletas portugueses".

O Open Bouça é aberto ao público, deve demorar quase 12 horas e é uma organização conjunta da Federação Portuguesa de Matraquilhos e Futebol de Mesa, da Associação de Matraquilhos e Futebol de Mesa da Beira Interior e do Grupo Desportivo A.C. da Bouça.

Não está prevista a presença de atletas estrangeiros no torneio deste sábado, mas devem deslocar-se à Covilhã praticantes "de várias zonas do país para competir".