Mercado da música gravada cresceu 14% no primeiro semestre do ano em Portugal
O mercado da música gravada em Portugal cresceu 14% no primeiro semestre do ano, face ao mesmo período do ano passado. As receitas de vendas físicas aumentaram 20%.
O mercado da música gravada em Portugal cresceu 14% no primeiro semestre deste ano, face ao mesmo período do ano passado, com as receitas de vendas físicas a aumentarem 20%, de acordo com dados divulgados pela Audiogest.
As receitas de música gravada atingiram nos primeiros seis meses deste ano 45,4 milhões de euros, com o ‘streaming’ a continuar a garantir quase metade desse valor (46,1%), de acordo com dados disponíveis no relatório semestral do mercado discográfico de 2026, da Associação de Gestão de Direitos de Produtores Fonográficos (Audiogest) enviado à Lusa.
O ‘streaming’ registou entre janeiro e junho deste ano um aumento de 18%, face ao mesmo período do ano passado, passando dos 17.719.455 euros para os 20.914.600 euros.
Embora o ‘streaming’ concentre praticamente a totalidade das vendas digitais, “a evolução das suas duas principais componentes foi distinta”.
“As receitas provenientes de subscrições pagas aumentaram 28%, para 15,11 milhões de euros, enquanto o ‘streaming’ suportado por publicidade registou uma ligeira descida de 1%, para 5,80 milhões de euros. (...) A consolidação das subscrições constitui um dado positivo para a remuneração de artistas e produtores, mas sugere também que o crescimento futuro das receitas dificilmente poderá assentar apenas na expansão orgânica do consumo interno”, lê-se no relatório.
A Audiogest destaca a evolução das vendas físicas como um dos destaques do primeiro semestre.
As receitas de edições físicas, cuja larga maioria (99,7%) resultou da venda de álbuns, aumentaram 20% entre janeiro e junho deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, passando dos 4.827.931 euros para os 5.785.457 euros.
Este aumento deve-se sobretudo à venda de álbuns em vinil, que cresceu 25% no primeiro semestre deste ano (de 3.521.524 euros para 4.412.295 euros), embora também a venda de CD tenha aumentado, mas bastante menos (sete por cento, passando de 1.263.108 euros para 1.354.042 euros).
O top de vendas dos primeiros seis meses deste ano, tendo em conta a maioria das plataformas de ‘streaming’ e algumas lojas, é liderado por artistas internacionais, tanto em ‘singles’ como em álbuns .
“Jetski”, do brasileiro Pedro Sampaio com CM Meno K e Melody, foi o tema que mais vendeu entre janeiro e junho, seguido de “Posso até não te dar flores”, dos brasileiros DJ Japa NK, MC Meno K, MC Ryan SP e MC Jacaré com DJ Davi, e de “Baile Inolvidable”, do porto-riqueno Bad Bunny.
O top 10 inclui apenas uma música portuguesa, “Pôr do Sol”, dos Vizinhos, em oitavo lugar.
ÁLBUM MAIS VENDIDO
Já o álbum mais vendido, tanto em formato físico como digital, foi “Debi tirar mas fotos”, de Bad Bunny , seguindo-se “Arirang”, do grupo sul-coreano BTS, e “Carta de alforria”, do português Plutonio.
O Top 10 dos álbuns mais vendidos no primeiro semestre deste ano inclui mais um álbum de Bad Bunny, “Un verano sin ti”, no 7.º lugar. O músico encheu duas vezes o Estádio da Luz, em Lisboa, em maio, no âmbito da digressão mundial do álbum “Debi tirar mas fotos”.
Também Plutonio tem um outro álbum no Top 10 dos mais vendidos entre janeiro e junho deste ano: “Sacrífico: Sangue, Lágrimas & Suor”, no 9.º lugar.
