Mercúrio pode ter camada de diamantes com 18 quilómetros de espessura

Equipa de investigadores belgas notou que a grafite utilizada numa experiência para replicar as condições de formação do planeta se transformou em cristais de diamante.

Mercúrio, o planeta mais pequeno do nosso sistema solar, pode ter uma camada subterrânea de diamante com 18 quilómetros de espessura que surgiu no processo de formação do planeta.

É o que mostra uma experiência montada por uma equipa de investigadores da Universidade de Liège, na Bélgica, que pegou em vários materiais presentes no planeta quando este se formou e os submeteu a condições de pressão e temperatura semelhantes às que terão existido quando Mercúrio se formou, há 4500 milhões de anos.

Depois de analisar os efeitos destas condições nos materiais que testou - entre eles silicone, titânio, magnésio e alumínio -, a equipa percebeu um efeito na cápsula em que estes materiais tinham sido inseridos, e que era feita de grafite: além de várias alterações nos minerais e na química dos materiais, a grafite transformou-se em cristais de diamante quando foi submetida às condições de pressão 70 mil vezes superiores às da Terra e de dois mil graus Celsius, escreve a CNN.

Assim, também Mercúrio pode ter uma camada - à escala planetária - de diamantes, nascida da grafite que estava presente quando se formou. É um planeta sem anéis, mas se os tivesse, podia por-lhes diamantes.