Metade das pessoas em teletrabalho sujeita a vigilância ilegal

Um estudo que vai ser apresentado esta terça-feira revela que há empresas que exigem que a câmara do computador fique sempre ligada.

Cerca de metade das pessoas que estão ou estiveram em teletrabalho afirmam que a empresa adotou procedimentos de vigilância e controlo do tempo de trabalho “que a legislação em vigor considera inadmissíveis”. É a conclusão é do “estudo sobre o teletrabalho e os seus desafios na nova conjuntura”, coordenado por Paulo Pedroso, que vai ser apresentado esta terça-feira na UGT.

Segundo o “ Jornal de Negócios”, há inquiridos que dizem que lhes foi solicitada a manutenção da câmara de vídeo permanentemente ligada, que foi utilizado um software de captura de imagem do ambiente de trabalho, de registo de início e fim da atividade laboral e das pausas e de registo das páginas de internet visitadas.

Mesmo depois da pandemia, as situações de teletrabalho partem na maioria dos casos por iniciativa do empregador (56 por cento). O estudo parte de um inquérito com 1.007 entrevistas presenciais  foi realizado entre os dias 23 de agosto e 11 de setembro de 2022 pela GfK.