Meteoro pode ter-se desfeito ou caído no oceano, explica astrofísico Rui Agostinho
O professor da FCUL explica que os "bólides" atingem temperaturas muito elevadas.
O meteoro avistado na última noite em Portugal e Espanha pode ter-se desfeito na atmosfera ou caído no oceano, avança o astrofísico Rui Agostinho.
O professor na Faculdade de Ciência da Universidade de Lisboa (FCUL) explica que estes "bólides" atingem temperaturas muito elevadas, podendo chegar até aos 13 mil graus, o que dá força à possibilidade do meteoro se ter desfeito e vaporizado na atmosfera.
No caso de parte do meteoro ter caído no oceano, não será possível encontrar os vestígios.
Durante a noite foram feitas buscas em Castro Daire, distrito de Viseu, mas não foram encontradas marcas do meteoro.
O astrofísico Rui Agostinho refere ainda que pode haver a falsa sensação de que o avistamento do meteoro foi mais perto do que na realidade, "porque estamos a falar de dezenas de quilómetros em altitude, o que pode enganar".
