Metro Mondego reforça vigilância no canal entre Coimbra e Lousã

A Metro Mondego está a avaliar as vulnerabilidades do canal entre Coimbra e Lousã, após deslizamentos de terras que interromperam a circulação.

A Metro Mondego está a concluir um levantamento exaustivo das vulnerabilidades do canal suburbano, entre Coimbra e Lousã, depois de a ligação a Serpins ter sido interrompida face à instabilidade de dois taludes, disse hoje o presidente daquela entidade.

“Está a ser concluído um levantamento exaustivo das vulnerabilidades do canal suburbano, para que sejam feitas gradualmente e sem pressão as intervenções que tiverem de ser feitas”, disse Leonel Serra aos jornalistas no final de uma viagem com o presidente da Câmara da Lousã para assinalar a reposição da circulação do ‘metrobus’ entre Lousã e Serpins.

Metro Mondego reforça atenção ao canal suburbano

A circulação foi retomada naquela extensão de seis quilómetros, depois de ter estado interrompida desde final de janeiro.

Nessa altura, na sequência do mau tempo, registou-se deslizamento de terras que afetaram dois taludes junto ao canal, que obrigaram a empresa a um investimento de três milhões de euros para a reposição da segurança no troço.

“Dentro do tempo mínimo que era possível resolver, e também com muita força de vontade do empreiteiro que assumiu as duas obras, conseguiu-se repor num tempo recorde, conforme estava prometido”, realçou.

Dois milhões de euros anuais para manutenção

Segundo Leonel Serra, a Metro Mondego irá ter “uma atenção muito especial para o canal”, estando reservados dois milhões de euros anuais para manutenção.

O presidente da entidade afirmou ainda que a Metro Mondego contratou também a IP (Infraestruturas de Portugal) Engenharia para assessorar a empresa nesse trabalho de levantamento para “dotar a metro de maior corpo técnico para ajudar neste processo”.

A IP Engenharia foi também contratada para ajudar a Metro Mondego com os estudos associados aos projetos de expansão do ‘metrobus’ (autocarro articulado em via dedicada), depois de esse desígnio ter sido determinado pelo Governo, abrangendo os concelhos de Condeixa-a-Nova, Cantanhede, Mealhada e também extensões da rede no perímetro urbano de Coimbra.

O presidente da Metro Mondego afirmou que espera ter até ao final do ano contratualizados alguns dos estudos necessários para avaliar eventuais expansões daquele sistema de mobilidade.

Estudos vão avaliar futuras expansões do metrobus

“Contratámos a IP Engenharia e identificámos as áreas onde havia a necessidade do apoio da IP Engenharia. Vão começar pelos estudos de procura, depois análises de custo-benefício e estudos ambientais”, disse Leonel Serra, referindo que todo o trabalho será feito em diálogo com as autarquias e Comunidade Intermunicipal.

Posteriormente, caso esses estudos iniciais sejam validados pela tutela, avançar-se-á para “estudos de projetos de execução”, acrescentou.

De acordo com Leonel Serra, a IP Engenharia fará alguns dos estudos necessários e outros poderão ser efetuados com recurso a prestadores externos.