Metro Mondego ultrapassa dois milhões de validações

A Metro Mondego ultrapassou, na terça-feira, os dois milhões de validações desde o arranque da operação comercial, no início de janeiro.

A Metro Mondego ultrapassou na terça-feira dois milhões de validações desde o arranque da operação comercial, no início de janeiro, revelou hoje à agência Lusa fonte oficial.

Metro Mondego ultrapassa dois milhões de validações

O número de dois milhões de validações no sistema de ‘metrobus’ (autocarros articulados em via dedicada) acontece numa altura em que a rede ainda não está a funcionar em pleno, servindo Lousã, Miranda do Corvo e uma parte do traçado previsto para a cidade de Coimbra.

No dia 10, a operação da Metro Mondego deverá expandir-se até Coimbra-B e Praça da República, devendo a rede estar a funcionar em pleno no final do primeiro trimestre de 2027, com a conclusão da linha do hospital (Praça da República até ao Pediátrico, servindo os Hospitais da Universidade de Coimbra).

Maio continua a ser o melhor mês da Metro Mondego, com um total de 313.807 validações, registando-se um decréscimo natural com a entrada dos meses de verão.

Em junho, registaram-se cerca de 282 mil validações, em julho 261 mil e em agosto 207 mil viagens validadas, referiu à Lusa fonte oficial da Metro Mondego.

O máximo diário registado ocorreu em 22 de maio, com 13.444 validações.

Procura mantém-se acima das expectativas

Recentemente, em entrevista ao Diário As Beiras, o presidente da Metro Mondego, Leonel Serra, afirmou que a procura tem estado cerca de 30% acima daquilo do que era esperado, numa fase em que o ‘metrobus’ ainda só opera numa parte da rede projetada.

A média de 10 mil passageiros por dia registados no mês de maio representaria cerca de 3,6 milhões de passageiros por ano, cerca de 28% da estimativa que a Metro Mondego tem de passageiros quando estiver a funcionar em toda a rede e em velocidade cruzeiro (13 milhões de validações anuais).

O Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) serve Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã, com autocarros elétricos em via dedicada, dispondo de uma operação suburbana (entre os três concelhos) e uma operação urbana na cidade de Coimbra.

O sistema arrancou, numa primeira fase, num pequeno troço citadino entre Vale das Flores e Portagem e, em dezembro de 2025, passou também a servir Lousã e Miranda do Corvo, que passou a ser paga em janeiro deste ano.

De acordo com documentos consultados pela agência Lusa, o projeto do ‘metrobus’ custou pelo menos 327 milhões de euros, entre estudos, gastos administrativos, empreitadas e serviços alternativos assegurados às populações afetadas pelo fim do ramal ferroviário.