Milhares de alunos em risco de perder apoio especializado
Os Centros de Recursos para a Inclusão continuam sem saber que verbas terão este ano letivo.
Milhares de crianças e jovens com necessidades educativas especiais podem ficar sem o acompanhamento especializado de que necessitam, porque os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI) continuam sem saber que verbas terão este ano letivo.
"Os CRI são fundamentais para o aumento de qualidade de vida destas crianças e jovens nas escolas. São equipas financiadas anualmente pelo Ministério da Educação, que continua sem dizer qual será o valor atribuído a cada uma das equipas de terapeutas e psicólogos", alerta Helena Albuquerque, presidente da Humanitas -- Federação Portuguesa para a Deficiência Mental, em declarações à Lusa.
Um mês após o início das aulas, o ministério da Educação continua sem revelar qual será o financiamento de cada um dos 98 CRI para o atual ano letivo, acusa.
À associação chegam queixas diárias de famílias cujos filhos não estão a ser devidamente acompanhados.
"É inadmissível que a esmagadora maioria dos CRI não esteja a desempenhar este trabalho fundamental - alguns podem fazê-lo, mas por sua própria conta e risco - devido à inoperância do Ministério da Educação", insiste a presidente da Humanitas, que solicitou há um mês uma reunião ao secretário de Estado Adjunto e da Educação.
O pedido de reunião, feito juntamente com a Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral, continua sem resposta, assim como os milhares de alunos.
