Ministra recusa especular sobre se manteria diretor da PJ se fosse constituído arguido
Carlos Cabreiro está a ser investigado por alegadas falsas declarações e abuso de poder.
A ministra da Justiça recusou hoje especular sobre se manteria em funções o diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) se este fosse constituído arguido no inquérito em que é investigado por alegadas falsas declarações e abuso de poder.
"Não especulo. Quando e se alguma dessas situações acontecer será conhecida a minha posição", disse a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, depois de questionada sobre o que faria nessa situação pelo deputado Rui Rocha, da Iniciativa Liberal, no decurso do debate na especialidade sobre a proposta do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) que decorre no parlamento.
Perante a resposta, Rui Rocha concluiu que a ministra manteria o diretor da PJ, Carlos Cabreiro, em funções: "Posso concluir que, não especulando, admite a possibilidade de manter em funções um diretor nacional constituído arguido".
Em 23 de setembro, o Ministério Público realizou buscas na sede e na escola de formação da PJ, em Lisboa e em Loures, para recolher "elementos probatórios tendentes a confirmar ou infirmar os factos constantes" de uma denúncia que deu origem a um inquérito, relacionado com declarações prestadas em tribunal no âmbito do processo Football Leaks, que culminou na condenação a pena suspensa do pirata informático autointitulado denunciante Rui Pinto, confirmou então a Procuradoria-Geral da República (PGR).
