Ministro Luís Neves nunca pensou demitir-se e sente o apoio de Montenegro
O ministro da Administração Interna explicou as polémicas em que está envolvido.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, garantiu hoje que se sente apoiado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, e que nunca pensou demitir-se na sequência das polémicas das últimas semanas.
"Sinto-me absolutamente apoiado pelo senhor primeiro-ministro e por todos os membros do Governo com quem tenho falado e interagido", afirmou, em conferência de imprensa, Luís Neves, sublinhando que nunca pensou em apresentar um pedido de demissão a Luís Montenegro na sequência das informações que têm vindo a público sobre as obras realizadas num terreno seu no Alentejo e do atrelado encontrado na propriedade do construtor que lhe fez as obras em Odemira.
A garantia de Luís Neves foi dada no Ministério da Administração Interna, em Lisboa, com a presença na sala dos seus três secretários de Estado.
O governante assegurou ainda que continuará a cumprir a missão de tutelar a área da Administração Interna, "para a qual está totalmente legitimado e empoderado".
"Tenho mais de 30 anos de serviço público, nunca trabalhei para interesses particulares. Trabalhei sempre e apenas para o Estado, para as pessoas, para o país. [...] Agi sempre na minha vida com total independência e sentido de dever. Nunca utilizei cargos públicos para beneficiar quem quer que fosse e rejeito qualquer insinuação nesse sentido", defendeu Luís Neves.
"Sei o que é certo e errado. Nem sempre acertei, mas estive sempre do lado do bem", frisou.
Questionado sobre a comissão parlamentar de inquérito proposta pelo Chega aos seus mandatos à frente da PJ, o ministro da Administração Interna congratulou-se com "todos os momentos que existam para que seja esclarecida alguma dúvida" e recordou que sempre esteve disponível para responder a tudo, mas alertou que "há o reverso da medalha".
"O que querem ver? Como conseguimos passar de 105 milhões para quase 400 milhões [de orçamento], as aquisições que fizemos, os meios humanos que pusemos, os valores que o pessoal da Polícia Judiciária hoje ganha? Ou querem sindicar os meus mandados de detenção, que eu prendi ao longo da vida milhares de bandidos a sério, violadores, raptores, homicidas, portugueses, estrangeiros?", questionou Luís Neves.
