Misty Fest arranca a 1 de novembro em várias cidades portuguesas
Wim Mertens, Makaya Mccraven, Carlos Maria Trindade, Corinne Bailey Rae, Francisco Sassetti, John Grant, Rodrigo Leão, Tó Trips, entre outros, no cartaz.
A 14ª edição do Misty Fest arranca a 1 de novembro e vai estender-se até ao dia 23 em várias cidades portuguesas, sendo que Lisboa e Porto continuam a funcionar como os dois pólos principais do evento. O festival assenta no compromisso de manter uma "programação da mais elevada qualidade artística, em salas de destaque, mantendo a exigência ao nível das apresentações ao privilegiar, como sempre, a qualidade acústica, o conforto e a diversidade da oferta". Coimbra, Espinho, Estoril, Leiria e Torres Novas também acolhem a edição deste ano.
O cartaz de 2023 conta com os nomes de Wim Mertens, Carlos Maria Trindade, Corinne Bailey Rae, Francisco Sassetti, John Grant, Rodrigo Leão, Tó Trips, Matthew Halsall, Nadine Khour, Anna Setton, Salomão Soares, Lambchop, Alan Sparhawk (dos Low), Hauschka, Bandua e Rodrigo Cuevas. Pode consultar a programação aqui.
Como refere o comunicado que chegou à redação, o Misty Fest aposta, sobretudo, em "espetáculos únicos, incluindo várias estreias de artistas nacionais e internacionais, assim como em concertos de apresentação de discos que acabam de ser editados e têm sido extremamente bem recebidos pelo público e crítica". Alguns desses espetáculos vão estar inseridos em sessões duplas que permitem ao público assistir a dois concertos na mesma data e sala. Um dos exemplos a destacar é o que junta Tó Trips a Rodrigo Leão (dia 1 de novembro em Lisboa e no dia 8 de novembro no Porto).
Para sabermos mais sobre a 14ª edição do evento, trocámos algumas palavras com António Cunha, da promotora UGURU.
O que destaca na edição de 2023?
O programa é extenso. Vamos fazer 30 noites de concertos, sendo que, em algumas dessas noites, vamos ter sessões duplas, com dois concertos. A maior parte dos artistas que vão estar nesta edição do Misty Fest têm trabalhos para apresentar ou novos espetáculos para mostrar. A Corinne Bailey Rae, que já não vem a Portugal há muito tempo, vai estrear o novo disco ["Black Rainbows"] no Misty Fest. O Rodrigo Leão também vai aproveitar o concerto no festival para mostrar o novo trabalho ["Piano Para Piano"]. Vamos ter a estreia em Portugal do Makaya McCraven, que é um artista muito importante do novo jazz. E, por exemplo, vamos contar outra vez com a presença do Wim Mertens, que já é um clássico e que também vai apresentar o novo álbum ["Voice Of The Living"].
E continuam com o cuidado de ter música portuguesa representada no cartaz...
É um cuidado que temos sempre. Escolhemos os artistas portugueses que fazem um género de música mais universal, para que possa ser entendida mais facilmente por estrangeiros. Há muitos estrangeiros que vão assistir ao Misty Fest. É uma boa maneira de promover artistas de música portuguesa. Isso é muito importante para nós.
Outro cuidado do festival é com a distribuição geográfica dos concertos...
Sim. Temos os dois pólos principais que são Lisboa e Porto. Depois, com os artistas que trazemos, temos o cuidado de circular por outras cidades. Nem sempre são exatamente as mesmas porque depende sempre da disponibilidade dos artistas e das salas. Nem sempre coincidem. É sempre um trabalho que requer alguma paciência. Mas a verdade é que, todos os anos, temos concertos em mais cinco ou seis cidades, além de Lisboa e Porto.
Como é que avalia a evolução do Misty Fest, desde a primeira edição até agora?
O festival tem tido uma evolução francamente positiva. Hoje em dia é um dos festivais de outono mais conhecidos em Portugal. A programação está cada vez mais forte, fazemos mais concertos. É esse também o feedback que temos tido. Creio que já é uma referência para as pessoas que gostam dos géneros musicais que temos no cartaz e para os que preferem assistir a concertos em sala em vez dos grandes recintos.
