Montenegro acusa oposições de falta de coragem para a mudança
O presidente do PSD reafirma a postura de equidistância em relação a PS e Chega.
O presidente do PSD acusou hoje as oposições de "falta de coragem" e de preferirem a politiquice à mudança, reafirmando a postura de equidistância em relação a PS e Chega.
No arranque do 43.º Congresso do PSD, que decorre até domingo no Velódromo de Sangalhos, em Anadia (Aveiro), Luís Montenegro referiu-se, indiretamente, ao chumbo do pacote laboral na sexta-feira com os votos da esquerda e do Chega.
"São tantos os que reclamam que mude tudo, mas verdadeiramente desejam que tudo fique na mesma. Como ainda ontem se viu com especial nitidez, as oposições vibram com a polítiquice e destratam a mudança. Falta-lhes a coragem, falta-lhes a firmeza e o sentido de responsabilidade", acusou.
Montenegro considerou que "não é preciso grande coragem" para bloquear soluções ou "ser teleguiado por comentadores-mentores ou pelas tendências das redes sociais",
"Mas para ousar, mudar, para convergir, para negociar, para saber ceder, para isso é preciso ter verdadeira coragem", considerou.
O presidente do PSD e primeiro-ministro defendeu que a mensagem dos portugueses nas últimas eleições foi dar ao PS e ao Chega "igual nível de responsabilidade" para "dialogar e colaborar" com o Governo.
Começando por se referir aos socialistas, considerou que está em curso "uma estratégia política manhosa".
"Nós simulamos em palavras e em cartas o espírito construtivo da nossa ação política e assim vamos obrigar a AD e o Governo a negociar exclusivamente com o Chega. E com esta atitude pretende o PS depois dizer 'eles estão juntos, eles são uma linha conjunta e nós somos a alternativa", referiu.
Já em relação ao partido liderado por André Ventura, considerou -- sem o citar diretamente -- que está a ter um comportamento que "se inspira na agitação permanente, na irresponsabilidade, quando não, muitas vezes, na imaturidade".
"Em ambas as circunstâncias, o que nós temos visto é permeabilidade aos interesses pessoais, aos interesses de determinados segmentos e não a preocupação com o interesse nacional", criticou.
Montenegro sublinhou que "o povo escolheu duas vezes a liderança do governo e a linha programática essencial da governação", votando no projeto da AD, por si liderado, E dando uma espécie de "empate técnico" a PS e Chega.
"Em bom rigor, o povo também decidiu que o PS e o Chega podem pontualmente juntar-se e decidir coisas contra o governo. Eu só acho é que o povo queria que isso acontecesse apenas de forma excecional", disse, acusando os dois partidos por se juntarem mais vezes um com o outro do que com o Governo.
Para o primeiro-ministro, os portugueses também sufragaram o que está no centro da sua moção estratégica: que "não deve haver um acordo permanente de governação com o Partido Socialista, o famoso Bloco Central, e também não deve haver um acordo ou uma solução parlamentar permanente com o Chega, o também famoso não é não".
Montenegro defendeu que o Governo tem ouvido esta mensagem e salientou algumas negociações com o PS passadas ou em curso: orçamentos do Estado, localização do novo aeroporto de Lisboa, reforma do Tribunal de Contas, eleições externas na Assembleia da República.
"Isto não é uma violação do compromisso de não fazermos um Bloco Central. Isto é a democracia a funcionar. Isto não retira identidade aos partidos. Isto não significa uma adesão recíproca aos respetivos programas", disse,
Na mesma linha, defendeu, quando se negoceiam descidas no IRS e no IRC, na imigração ou na prestação social única com o Chega "também não é uma violação do não é não".
"Isto tem uma validade que é exatamente igual e equivalente àquela que tem com a nossa relação com o PS", sustentou, dizendo querer reafirmar este princípio "para que ninguém se deixe enganar"
No arranque do 43.º Congresso do PSD, que decorre até domingo no Velódromo de Sangalhos, em Anadia (Aveiro), Luís Montenegro referiu-se, indiretamente, ao chumbo do pacote laboral na sexta-feira com os votos da esquerda e do Chega.
"São tantos os que reclamam que mude tudo, mas verdadeiramente desejam que tudo fique na mesma. Como ainda ontem se viu com especial nitidez, as oposições vibram com a polítiquice e destratam a mudança. Falta-lhes a coragem, falta-lhes a firmeza e o sentido de responsabilidade", acusou.
Montenegro considerou que "não é preciso grande coragem" para bloquear soluções ou "ser teleguiado por comentadores-mentores ou pelas tendências das redes sociais",
"Mas para ousar, mudar, para convergir, para negociar, para saber ceder, para isso é preciso ter verdadeira coragem", considerou.
O presidente do PSD e primeiro-ministro defendeu que a mensagem dos portugueses nas últimas eleições foi dar ao PS e ao Chega "igual nível de responsabilidade" para "dialogar e colaborar" com o Governo.
Começando por se referir aos socialistas, considerou que está em curso "uma estratégia política manhosa".
"Nós simulamos em palavras e em cartas o espírito construtivo da nossa ação política e assim vamos obrigar a AD e o Governo a negociar exclusivamente com o Chega. E com esta atitude pretende o PS depois dizer 'eles estão juntos, eles são uma linha conjunta e nós somos a alternativa", referiu.
Já em relação ao partido liderado por André Ventura, considerou -- sem o citar diretamente -- que está a ter um comportamento que "se inspira na agitação permanente, na irresponsabilidade, quando não, muitas vezes, na imaturidade".
"Em ambas as circunstâncias, o que nós temos visto é permeabilidade aos interesses pessoais, aos interesses de determinados segmentos e não a preocupação com o interesse nacional", criticou.
Montenegro sublinhou que "o povo escolheu duas vezes a liderança do governo e a linha programática essencial da governação", votando no projeto da AD, por si liderado, E dando uma espécie de "empate técnico" a PS e Chega.
"Em bom rigor, o povo também decidiu que o PS e o Chega podem pontualmente juntar-se e decidir coisas contra o governo. Eu só acho é que o povo queria que isso acontecesse apenas de forma excecional", disse, acusando os dois partidos por se juntarem mais vezes um com o outro do que com o Governo.
Para o primeiro-ministro, os portugueses também sufragaram o que está no centro da sua moção estratégica: que "não deve haver um acordo permanente de governação com o Partido Socialista, o famoso Bloco Central, e também não deve haver um acordo ou uma solução parlamentar permanente com o Chega, o também famoso não é não".
Montenegro defendeu que o Governo tem ouvido esta mensagem e salientou algumas negociações com o PS passadas ou em curso: orçamentos do Estado, localização do novo aeroporto de Lisboa, reforma do Tribunal de Contas, eleições externas na Assembleia da República.
"Isto não é uma violação do compromisso de não fazermos um Bloco Central. Isto é a democracia a funcionar. Isto não retira identidade aos partidos. Isto não significa uma adesão recíproca aos respetivos programas", disse,
Na mesma linha, defendeu, quando se negoceiam descidas no IRS e no IRC, na imigração ou na prestação social única com o Chega "também não é uma violação do não é não".
"Isto tem uma validade que é exatamente igual e equivalente àquela que tem com a nossa relação com o PS", sustentou, dizendo querer reafirmar este princípio "para que ninguém se deixe enganar"
