Montenegro diz que atual dispositivo de combate aos incêndios "é o maior de sempre"

Primeiro-ministro deixou hoje alertas sobre elevado risco de incêndio e elogiou o trabalho do ministro da Administração Interna.

O primeiro-ministro alertou hoje para o “elevado risco” de incêndio e considerou que o ministro da Administração Interna está a fazer um “trabalho absolutamente extraordinário”, afirmando que quem não repara na atuação do Governo está “desfasado da realidade”.

Luís Montenegro falava aos jornalistas após uma reunião de ponto de situação sobre os incêndios na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em Oeiras, onde esteve acompanhado pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves.

O primeiro-ministro alertou que o país está “sob elevado risco, o que impõe a todos deveres de cuidado para poder diminuir, tanto quanto possível, o impacto dos incêndios em Portugal”, acrescentando que este tem sido mais “um ano duro”.

Montenegro afirmou que o dispositivo atual de combate “é o maior de sempre” e que, apesar de o país ainda ter pela frente semanas de elevada complexidade, 2026 regista até ao momento uma “diminuição muito significativa, em cerca de quatro vezes” face ao ano passado, de área ardida.

O chefe do Governo elogiou também o ministro da Administração Interna, Luís Neves, que estava ao seu lado durante as declarações, pelo “trabalho absolutamente extraordinário” na coordenação das forças de combate aos incêndios.

Acrescentou que tem feito um acompanhamento permanente, em coordenação com o ministro Luís Neves e o secretário de Estado da Proteção Civil, da situação dos incêndios, encarando este fenómeno “com elevado sentido de responsabilidade” e privilegiando a maximização da força de combate e de prevenção.

“Isso muitas vezes pode não ser tão notado por aqueles que, esse sim, talvez estejam um bocadinho mais desfasados do contexto da realidade do país”, lamentou.

No domingo, na sua intervenção em Olhão, na rentrée do PS, o secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, acusou o primeiro-ministro de estar “desligado da realidade”, criticando a ausência de referências à saúde no discurso em Quarteira, “apontando quatro promessas eleitorais que não foram cumpridas”.