Montenegro promete Estado "leal e exigente" com a Lufthansa
Primeiro-ministro diz que eventual privatização total respeita os "interesses do país".
O primeiro-ministro afirmou esta terça-feira que o Estado português será “um parceiro leal e exigente” na relação com Lufthansa na TAP e reiterou o interesse na privatização total, que classificou como “salvaguarda dos interesses do país”.
Luís Montenegro presidiu à cerimónia de assinatura de venda de parte da capital da TAP ao grupo Lufthansa, que contou com a presença do ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, e do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
“Quero dizer a todos, e quero dizer à Lufthansa, quero dizer à administração da TAP, à Comissão Executiva: nós seremos, todos nós, cada um à escala das suas responsabilidades, um parceiro leal e um parceiro exigente”, assegurou.
Depois da intervenção do presidente do Conselho Executivo da Lufthansa Group, Carsten Spohr, o chefe do Governo manifestou o seu otimismo no processo e disse esperar fazer daqui a alguns anos “um balanço muito positivo” desta privatização.
Apesar de hoje apenas ter sido assinado o acordo com vista à venda de até 49,9% do capital da companhia aérea, o primeiro-ministro reiterou que é convicção deste Governo que a abertura de uma segunda fase – com vista à privatização total – “abrirá também uma nova oportunidade para que o retorno económico, financeiro e social e, portanto, estratégico, possa ser ainda mais exponenciado”.
“Vamos, por isso, da nossa parte, dar seguimento a esse objetivo, que não é aquilo que nos trouxe aqui hoje, mas é a salvaguarda do interesse do país para o futuro”, disse.
