Montenegro rejeita alterar Segurança Social nesta legislatura

O líder do Governo acusa os adversário políticos de praticarem "falsidade e demagogia" sobre um tema em que o executivo diz não querer intervir no futuro próximo.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, rejeitou esta quinta-feira qualquer alteração à segurança social na presente legislatura e apelou ao sentido de responsabilidade da oposição, criticando a “falsidade e demagogia” sobre este assunto, que considerou fechado.

“O assunto não está aberto, esse assunto para esta legislatura está fechado”, afirmou Luís Montenegro, em declarações à Lusa à margem de uma visita ao aeroporto de Lisboa.

O primeiro-ministro só admite discutir o assunto no futuro, em próximas legislaturas, e defendeu que “ninguém deve querer procurar ter ganhos políticos de conjuntura numa matéria para décadas”.

“Portanto, a demagogia, a desinformação, a falsidade com que se fala disso, é deplorável do ponto de vista democrático”, considerou.

“Isto é preciso discutir com serenidade, com seriedade, ainda por cima sabendo nós que não está no quadro desta legislatura fazer nada que aparentemente preocupa alguns dos agentes políticos”, disse.

Tudo em aberto

Sobre o relatório "Reformar as Pensões em Portugal - Por um Sistema Sustentável, Adequado e Justo - um Contrato entre Gerações", encomendado pelo Governo e apresentado em meados do mês, Montenegro considerou que “se pretende é ter informação e um tratamento sério da informação”.

“Mas, atenção, convém dizer que este relatório é um olhar complementar para um livro verde que foi mandado realizar pelo Governo” anterior, do PS, destacou.

“Para próximas legislaturas nós diremos aos portugueses o que entendemos sobre aquilo que se deve fazer. Pode ser não fazer nada, pode ser fazer uma determinada proposta ou pode ser conciliar propostas com outros partidos”, disse.

O chefe do Governo sustentou que “ninguém deve fechar a porta, nesse caso, para o futuro”, frisando que haverá “alguns anos” para “ir aprofundando” as leituras que se fazem sobre o tema da segurança social e a perspetiva do Governo.

Montenegro reiterou que “as pensões dos portugueses são sagradas”: “Já disse e repito, no dia em que tiver que cortar um cêntimo de uma pensão, eu demito-me. Mas eu não disse isto depois de ser primeiro-ministro, eu disse isto quando era líder da oposição”, declarou.

“Eu não sei para que é que querem acusar o Governo de coisas que o Governo não faz. Portanto, a partir daí, seriedade, serenidade e sentido de responsabilidade com aqueles que estarão aqui a seguir a nós”, apelou.