Moonspell obrigados a cancelar digressão na América do Norte por problemas com vistos
A banda deveria iniciar, no dia 29 deste mês, uma digressão com os britânicos Cradle of Filth, nos Estados Unidos da América, mas problemas com os vistos obrigaram o gupo a adiar os planos.
Os portugueses Moonspell deveriam iniciar, no dia 29 deste mês, uma digressão com os britânicos Cradle of Filth, nos Estados Unidos da América, mas problemas com os vistos obrigaram a banda a adiar os planos.
“É com grande pesar que temos de anunciar que teremos de ficar fora desta digressão, uma vez que os nossos vistos não podem ser processados a tempo. Sabemos que muitos de vocês estavam ansiosos por nos ver e partilhamos a vossa desilusão”, refere a banda portuguesa num comunicado, partilhado nas páginas dos Cradle of Filth nas redes sociais.
Os Moonspell dizem ainda que estão a “trabalhar arduamente”, em conjunto com o agente da banda, para regressarem à América do Norte em 2027.
A digressão “Majestic in Death II”, dos Cradle of Filth, arranca no dia 29 de setembro, em San Diego, no estado norte-americano da Califórnia, e termina em 28 de outubro em Colorado Springs, no Colorado.
Ao longo de um mês, a digressão irá passar por uma série de cidades norte-americanas, de vários estados, incluindo Seattle, Portland, Vancouver, Baltimore, Boston, Nova Iorque e Cleveland, mas também pelo Canadá, onde estão previstos concertos em Toronto e Montreal.
Os Moonspell foram substituídos na digressão pelos norte-americanos Blackbraid. A “Majestic in Death II” inclui ainda outras duas bandas: os norte-americanos Worm e Black Satellite.
Desde os anos 1990, os Moonspell são presença recorrente nos cartazes dos principais festivais de ‘metal’ a nível internacional e protagonizam digressões que vão da Europa às Américas.
A banda liderada por Fernando Ribeiro editou em julho o 14.º álbum, “Far from God”, que o vocalista diz ter sentido como o “disco mais importante” da vida do grupo, numa nova junção entre metal e gótico.
“Sempre senti que este era o disco mais importante das nossas vidas, apesar de termos feito tantos”, afirmou Fernando Ribeiro à Lusa em maio, realçando que o grupo se deparou com uma “crise existencial a nível criativo” na sequência do disco “Hermitage”, lançado em 2021, em plena pandemia de covid-19.
“Eu gosto mesmo do que faço, e foi interessante, porque esta crise existencial toda que tivemos desde o ‘Hermitage’ era exatamente para eu e os outros decidirmos se gostamos daquilo que fazemos, se é isto mesmo que a gente quer fazer e se estamos dispostos a pagar os preços que se pagam e a compreender também as oportunidades. [Mesmo quando] tens 33 anos de banda, como nós, saber reconhecer as oportunidades é muito importante”, referiu.
Assim, “Far from God” nasce dessa “inquietação” e de uma “reconciliação” com “alguns amores antigos, tipo histórias de vampiros, histórias de terror, romances encarnados na poesia francesa, de Baudelaire, esse espírito mais febril, mais doentio”, que o vocalista da banda acredita estar muito ligado ao espírito da atualidade.
“Estamos numa altura em que a música é muito política, em que há muitas bandeiras para agarrar. Nem sempre as agarramos na altura certa e no tempo certo, e eu estava a precisar - e espero que os nossos fãs também precisem, porque é para eles também que escrevemos - de algo diferente, algo que fosse uma coisa mais clássica”, afirmou o músico.
Fernando Ribeiro explicou que o grupo foi até aos Moonspell de meados de 1990, “da altura do ‘Irreligious’, que é um álbum que funde sem grandes complicações e sem grandes camadas, por assim dizer, o metal e o gótico”.
Os Moonspell vão assinalar o Halloween deste ano no Hard Club, no Porto.
