Morreu a bailarina e atriz portuguesa Lily Neves
Tinha 94 anos.
A bailarina, atriz e encenadora Lily Neves, uma das primeiras atrizes a trabalhar na televisão portuguesa, morreu aos 94 anos, em Lisboa, indicou hoje a Academia Portuguesa de Cinema e da Apoiarte - Casa do Artista, na rede social Facebook.
Segundo a Casa do Artista, Lily Neves morreu na sexta-feira de manhã, em Lisboa.
Lily Neves nasceu em Molelos, na cidade de Tondela, distrito de Viseu, a 18 de fevereiro de 1932, frequentou o Conservatório Nacional, concluindo o curso de bailado e o curso de atores, integrou o Círculo de Iniciação Coreográfica, dirigido por Margarida de Abreu, e estreou-se como atriz em 1948, ainda aluna do Conservatório.
Lily trabalhou no Teatro Estúdio do Salitre e no Teatro Nacional D. Maria II, no Teatro Apolo participou na peça "Um Chapéu de Palha de Itália", com encenação de António Pedro, e foi uma das primeiras atrizes a trabalhar na televisão portuguesa, participando em peças de teleteatro e séries de televisão como "O Tio Simplício" (1958), com realização de Artur Ramos, a série "O Grande Industrial" (1959) ou a mini-série "A TV Através dos Tempos" (1965).
Em 2024, Lily ainda participou na série "Matilha" (RTP), realizada por João Maia.
"A Coelhinha Confeiteira" (1965), "O Príncipe que aprendeu tudo nos livros" (1966), "Sete Pecados Mortais - Gula"(1966), ou "A Família do João" (1968) foram outros trabalhos televisivos em que Lily Neves trabalhou.
Em 1952 estreou-se no cinema com o filme "Os Três da Vida Airada" (1952), de Perdigão Queiroga. Participou ainda em "O Cerro dos Enforcados" (1954), "Zaragatas" (1961), "Derrapagem" (1974) ou o "Tio Simplício", um telefilme de 1958, com encenação de Artur Ramos e baseado na peça de teatro homónima da autoria do escritor Almeida Garrett.
Em 1951, participou na opereta "As Três Valsas", no Teatro Monumental, ao lado de Laura Alves e de João Villaret, e entrou em várias peças infantis, como "E a Lua viu Tudo", em 1954, onde foi a protagonista.
Na década de 1950, Lily trabalhou sob a direção de Ribeirinho, em peças como "Rei Lear" (1955) e "Noite de Reis" (1957), de William Shakespeare, ou "Pássaros de Asas Cortadas" (1959), de Luiz Francisco Rebello.
A atriz também integrou o elenco de espetáculos de revista como "Cidade Maravilhosa" (1955), "Fonte Luminosa"(1956), "Ena, Tantas" (1963) e "Zero, Zero, Zé - Ordem Para Pagar" (1966).
Participou em "A Desconhecida", de Pirandello, ao lado da atriz Eunice Muñoz, e, em 1959, fez uma 'tournée' por Angola e Moçambique, com a atriz Beatriz Costa.
Em 1960, fez parte do elenco da primeira versão representada em Portugal da peça "A Ratoeira", de Agatha Christie, ao lado de João Villaret e Ruy de Carvalho, e, em 1964, integrou o elenco do Teatro da Estufa Fria, dirigido por Augusto de Figueiredo.
Entre 1968 e 1973, foi atriz na Companhia Teatral de Angola, no Teatro Avenida de Luanda. Aí participou em várias peças, como "O Santo e a Porca", do encenador brasileiro Sandro Polloni, "A Luz do Gás", "A Ratoeira", encenado por António de Cabo, ou "O Zé do Telhado".
Foi encenadora de espetáculos infantis - "O Natal do Capuchinho" e "Uma Aventura de Aladino" -, participou na peça "Albergue Nocturno", de Máximo Gorki, com encenação de Jacinto Ramos, passando depois a trabalhar com os Parodiantes de Lisboa, onde colaborou durante 25 anos.
Participou também em teatro radiofónico, como o folhetim "Luiz de Camões" (1955) e nas peças "Pássaros de Asas Cortadas" (1959), "Penélope" (1988), "Enfim Sós" (1989), entre outras.
Segundo a Casa do Artista, Lily Neves morreu na sexta-feira de manhã, em Lisboa.
Lily Neves nasceu em Molelos, na cidade de Tondela, distrito de Viseu, a 18 de fevereiro de 1932, frequentou o Conservatório Nacional, concluindo o curso de bailado e o curso de atores, integrou o Círculo de Iniciação Coreográfica, dirigido por Margarida de Abreu, e estreou-se como atriz em 1948, ainda aluna do Conservatório.
Lily trabalhou no Teatro Estúdio do Salitre e no Teatro Nacional D. Maria II, no Teatro Apolo participou na peça "Um Chapéu de Palha de Itália", com encenação de António Pedro, e foi uma das primeiras atrizes a trabalhar na televisão portuguesa, participando em peças de teleteatro e séries de televisão como "O Tio Simplício" (1958), com realização de Artur Ramos, a série "O Grande Industrial" (1959) ou a mini-série "A TV Através dos Tempos" (1965).
Em 2024, Lily ainda participou na série "Matilha" (RTP), realizada por João Maia.
"A Coelhinha Confeiteira" (1965), "O Príncipe que aprendeu tudo nos livros" (1966), "Sete Pecados Mortais - Gula"(1966), ou "A Família do João" (1968) foram outros trabalhos televisivos em que Lily Neves trabalhou.
Em 1952 estreou-se no cinema com o filme "Os Três da Vida Airada" (1952), de Perdigão Queiroga. Participou ainda em "O Cerro dos Enforcados" (1954), "Zaragatas" (1961), "Derrapagem" (1974) ou o "Tio Simplício", um telefilme de 1958, com encenação de Artur Ramos e baseado na peça de teatro homónima da autoria do escritor Almeida Garrett.
Em 1951, participou na opereta "As Três Valsas", no Teatro Monumental, ao lado de Laura Alves e de João Villaret, e entrou em várias peças infantis, como "E a Lua viu Tudo", em 1954, onde foi a protagonista.
Na década de 1950, Lily trabalhou sob a direção de Ribeirinho, em peças como "Rei Lear" (1955) e "Noite de Reis" (1957), de William Shakespeare, ou "Pássaros de Asas Cortadas" (1959), de Luiz Francisco Rebello.
A atriz também integrou o elenco de espetáculos de revista como "Cidade Maravilhosa" (1955), "Fonte Luminosa"(1956), "Ena, Tantas" (1963) e "Zero, Zero, Zé - Ordem Para Pagar" (1966).
Participou em "A Desconhecida", de Pirandello, ao lado da atriz Eunice Muñoz, e, em 1959, fez uma 'tournée' por Angola e Moçambique, com a atriz Beatriz Costa.
Em 1960, fez parte do elenco da primeira versão representada em Portugal da peça "A Ratoeira", de Agatha Christie, ao lado de João Villaret e Ruy de Carvalho, e, em 1964, integrou o elenco do Teatro da Estufa Fria, dirigido por Augusto de Figueiredo.
Entre 1968 e 1973, foi atriz na Companhia Teatral de Angola, no Teatro Avenida de Luanda. Aí participou em várias peças, como "O Santo e a Porca", do encenador brasileiro Sandro Polloni, "A Luz do Gás", "A Ratoeira", encenado por António de Cabo, ou "O Zé do Telhado".
Foi encenadora de espetáculos infantis - "O Natal do Capuchinho" e "Uma Aventura de Aladino" -, participou na peça "Albergue Nocturno", de Máximo Gorki, com encenação de Jacinto Ramos, passando depois a trabalhar com os Parodiantes de Lisboa, onde colaborou durante 25 anos.
Participou também em teatro radiofónico, como o folhetim "Luiz de Camões" (1955) e nas peças "Pássaros de Asas Cortadas" (1959), "Penélope" (1988), "Enfim Sós" (1989), entre outras.
