Morreu Brian Griffin, um dos grandes fotógrafos da música
Artista esteve por trás de capas de discos dos Depeche Mode, de Kate Bush ou dos Psychedelic Furs.
O fotógrafo inglês Brian Griffin morreu durante o sono, no dia de ontem, com 75 anos. O seu falecimento está a ser hoje noticiado pela imprensa britânica.
Brian Griffin foi considerado o "fotógrafo da década" de oitenta pelo jornal The Guardian e pela revista Time. O trabalho do artista inglês distinguia-se pela criatividade, pelo ecletismo, pelos sábios contrastes de cores e pelos planos singulares. Essas apetências ficaram bastante evidentes nos numerosos retratos a grandes personalidades, tão variadas quanto membros da família real britânica, a antiga primeira-ministro britânica Margaret Thatcher, políticos da oposição, atores (como Jeremy Iron e Helen Mirren), cineastas (como Neil Jordan), artistas plásticos (como David Hockney ou Damien Hirst), humoristas (como Jonathan Ross), estilistas (como Viviene Westwood), designers, escritores ou filósofos.
O trabalho de Brian Griffin também assentou muito na música. Foi responsável pelas capas dos cinco primeiros álbuns dos Depeche Mode, mas as suas fotografias serviram igualmente de capa a discos de outros artistas como Kate Bush, Billy Idol, os Echo & The Bunnymen, os Siouxsie & The Banshees, os Devo, ou os Psychedelic Furs.
Fez sessões fotográficas de grande cuidado visual com os R.E.M., os Queen, ou Peter Gabriel.

A imagem central da notícia é um mosaico das fotos das seguintes capas: “Mirror Moves” dos Psychedelic Furs, “Be Stiff” dos Devo e “Speak and Spell” dos Depeche Mode (em cima); “Dreaming” de Kate Bush, “Heaven Up Here” dos Echo & The Bunnymen e “Rebel Yell” de Billy Idol.
