Morreu o realizador Carlos Saura

Saura era considerado o último cineasta clássico de Espanha.

O realizador espanhol Carlos Saura morreu em casa, esta sexta-feira, vítima de uma insuficiência respiratória.

O cineasta, que também era escritor e fotógrafo, continuava no ativo aos 91 anos (celebrados no passado 4 de janeiro) e ia ser homenageado este sábado com o Prémio Goya de Carreira, que será agora entregue a título póstumo.

A Academia de Cinema de Espanha, recorda Saura, no Twitter, como "uma das figuras fundamentais da história do cinema espanhol".

 

De entre os mais de 50 filmes que realizou, Saura destacou-se em filmes como "Bodas de sangue", de 1981, "Sevilhanas", de1991, "Tango" (1997) ou "Fados", um documentário de 2007 sobre o estilo musical português, com Mariza, Carlos do Carmo e Camané.

A sua última longa-metragem, "As paredes falam", estreou no início de fevereiro e é um documentário sobre a evolução da arte nas paredes desde a pré-história até ao atual grafiti.

 

 

O cineasta ficou também conhecido pela forma como contornou a censura durante a ditadura espanhola do general Francisco Franco, recorrendo a símbolos para abordar temas como a Guerra Civil espanhola e a repressão franquista.