Morreu o realizador Carlos Saura
Saura era considerado o último cineasta clássico de Espanha.
O realizador espanhol Carlos Saura morreu em casa, esta sexta-feira, vítima de uma insuficiência respiratória.
O cineasta, que também era escritor e fotógrafo, continuava no ativo aos 91 anos (celebrados no passado 4 de janeiro) e ia ser homenageado este sábado com o Prémio Goya de Carreira, que será agora entregue a título póstumo.
A Academia de Cinema de Espanha, recorda Saura, no Twitter, como "uma das figuras fundamentais da história do cinema espanhol".
La Academia de Cine lamenta profundamente comunicar el fallecimiento de Carlos Saura, Goya de Honor 2023. Saura, uno de los cineastas fundamentales de la historia del cine español, ha muerto hoy en su domicilio a los 91 años, rodeado de sus seres queridos. pic.twitter.com/VJMJZYnzm7
— Academia de Cine (@Academiadecine) February 10, 2023
De entre os mais de 50 filmes que realizou, Saura destacou-se em filmes como "Bodas de sangue", de 1981, "Sevilhanas", de1991, "Tango" (1997) ou "Fados", um documentário de 2007 sobre o estilo musical português, com Mariza, Carlos do Carmo e Camané.
A sua última longa-metragem, "As paredes falam", estreou no início de fevereiro e é um documentário sobre a evolução da arte nas paredes desde a pré-história até ao atual grafiti.
O cineasta ficou também conhecido pela forma como contornou a censura durante a ditadura espanhola do general Francisco Franco, recorrendo a símbolos para abordar temas como a Guerra Civil espanhola e a repressão franquista.
