Morreu Peter Yarrow, do trio Peter, Paul and Mary
O cantor, compositor e ativista tinha 86 anos.
Morreu o cantor e compositor Peter Yarrow, um dos elementos do trio de folk Peter, Paul e Mary - grupo que ficou popularizado, sobretudo, nos anos sessenta.
De acordo com a informação divulgada pelo agente do músico, Ken Sunshine, Yarrow morreu esta terça-feira, 7 de janeiro, em Nova Iorque, Estados Unidos, após uma luta de quatro anos contra um cancro na bexiga. O cantor e compositor norte-americano compôs, por exemplo, 'Puff the Magic Dragon', um dos temas mais populares do grupo.
"O nosso dragão destemido está cansado e entrou no último capítulo da sua vida. O mundo conhece o icónico ativista folk Peter Yarrow, mas o ser humano que está atrás da lenda também é generoso, criativo, apaixonado, brincalhão e sábio, como as letras que escreveu", lê-se no comunicado publicado pela filha do músico, Bethany.
Ao longo da década de sessenta, o trio conseguiu ter três singles no top 10 da Billboard, lançou dois álbuns que chegaram à liderança da tabela dos Estados Unidos e foi reconhecido com cinco Grammys.
O grupo, composto por Paul Stookey, Mary Travers e Peter Yarrow, também é conhecido pelas versões que fez de temas de Bob Dylan, como é o caso de
'Don’t Think Twice, It’s All Right' e 'Blowin’ in the Wind' - versões que também estiveram na famosa tabela da Billboard.
Em 1963, os Peter, Paul e Mary tocaram precisamente o tema 'Blowin’ in the Wind' na marcha histórica pelos direitos civis e contra o racismo que teve lugar em Washington, Estados Unidos, e na qual Martin Luther King proferiu o famoso discurso ‘I Have a Dream’.
Após uma pausa de 8 anos, o grupo reuniu-se em 1978 para um concerto contra o poder nuclear. O trio durou até 2009, ano da morte de Mary Travers.
Em 1970, Peter Yarrow admitiu em tribunal ter “tido liberdades imorais e impróprias” com Barbara Winter, que na altura tinha 14 anos. Winter alegou que Yarrow a obrigou a masturbá-lo num quarto de hotel enquanto a irmã (de 17 anos) assistia.
Peter Yarrow esteve três meses detido mas em 1981 foi perdoado por Jimmy Carter, que nessa altura era Presidente dos Estados Unidos. Ao longo dos anos, o cantor e compositor pediu desculpa pelos seus atos.
