Morreu Seymour Stein, o editor que lançou Madonna
Visionário da indústria discográfica tinha 80 anos e apostou também nos Talking Heads e nos Ramones.
Morreu ontem, em Los Angeles, Seymour Stein, fundadores da Sire Records e um dos grandes gurus da industria fonográfica. O empresário tinha 80 anos e não sobreviveu a um cancro. A notícia da sua morte foi avançada em primeira mão pela Variety, citando como fonte a própria filha de Seymour Stein, Mandy.
Seymour Stein fundou a editora Sire em 1966. A partir da segunda metade da década de 70, tem golpes que agigantam o seu selo discográfico, com a sua aposta em bandas punk e new wave sem álbuns editados, como os Ramones ou os Talking Heads, que se tornariam históricas. O crescimento comercial e de prestígio da Sire levou à absorção pela multinacional Warner na sua rede de editoras subsidiárias.
A Sire continuou a ter sua vida própria e em 1983 Seymour Stein vê a sua ousadia recompensada ao apostar na artista então underground Madonna, que se tornaria a maior estrela da companhia – e mesmo de toda a rede da Warner. A Sire torna-se na editora de berço da carreira a solo de Madonna, desde 1982, quando lançou o seu single de estreia, 'Everybody', em outubro de 1982.
Os dez primeiros álbuns de Madonna (incluindo bandas sonoras e compilações) têm o selo da Sire e abrangem os vários períodos de extremo sucesso comercial que fizeram da cantora a Rainha da Pop, como os discos Like a Virgin (de 1984), True Blue (de 1986) e Like a Prayer (de 1989).
A Sire sobredimensionou-se também à custa da distribuição nos Estados Unidos de bandas britânicas como os Depeche Mode, os Smiths ou os Cure ao longo dos badalados anos 80.
