Morro para sentir concerto de Taylor Swift de graça

Bancada natural chegou a atrair cerca de 50 mil pessoas para ver a cantora em Munique.

Nos dois concertos que Taylor Swift deu neste sábado e domingo no Estádio Olímpico de Munique, houve uma concentração de gente que pôde ver ou só ouvir os espetáculos, à volta de morros com vista para o recinto. 

No sábado, calcula-se que tenham estado entre 25 mil a 40 mil pessoas nas colinas quase anexas ao estádio bávaro. Ontem, estima-se que essa multidão tenha atingido as 50 mil pessoas.

O amontoado de pessoas dispersava-se por várias partes das colinas, com perspetiva para o estádio ou para o Lago Olímpico. Dentro do estádio, estiveram 74 mil pessoas pagantes em cada um dos concertos.

Taylor Swift reconheceu a presença desse público suplementar, que saudou no concerto de sábado. No domingo, voltou a identificar esse mar de gente: "obrigado por terem vindo à Eras Tour, estejam dentro do estádio ou de fora". E acrescentou: "esta é uma noite especial porque é a última [da digressão] aqui na Alemanha".

Este fenómeno não é novo em concertos em recintos ao ar livre. Em Portugal, havia concentrações de pessoas nas varandas e terraços dos prédios à volta do antigo Estádio de Alvalade, que só tinha pala numa das bancadas centrais - todo o restante recinto não tinha cobertura e era permeável a ser visto de fora. No atual mapa do festival Primavera Sound, no Parque da Cidade, o palco maior está à vista de alguns prédios de Matosinhos, onde se concentram também algumas pessoas em varandas.

O fenómeno de concentração de pessoas de fora dos espaços dos espetáculos tem também acontecido em numerosos concertos da digressão mundial de Taylor Swift, o designado taylor-gating nas áreas exteriores dos recintos, como nas ruas, em parques de estacionamento, em parques, ou nas áreas comerciais próximas.