Mosquito Web quer travar novas variantes do inseto em Portugal

No Dia Mundial do Mosquito, Carla Sousa explica como podemos evitar a propagação de novas variantes.

Esta terça-feira, dia 20 de agosto, é Dia Mundial do Mosquito 
Os mosquitos são o animal que mais transmite doenças mortíferas para humanos. Segundo os dados a Organização Mundial da Saúde, provocam a morte a mais de 600 mil pessoas todos os anos, apenas pela transmissão da malária.

Carla Sousa, investigadora da Unidade de Parasitologia Médica no Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT-NOVA), refere que há cerca de quarenta tipos de mosquitos em Portugal. Entre as variantes mais abundantes, há no país "vetores de arboviroses nomeadamente de Dengue, Chikungunya, Zika e Febre Amarela". O mosquito que transporta a malária continua a ser um dos três mais abundantes no território, mas sem que transporte a doença em Portugal "desde meados do século passado".

Os Mosquitos em Portugal mudaram

Para evitar que mais variantes invasoras se estabeleçam em Portugal, é preciso que sejam identificados assim que começam a surgir no país. Foi nesse sentido que o Instituto de Higiene e Medicina Tropical criou a Mosquito Web em 2017. Inicialmente foi pensada para conter a chegada do Aedes aegypti – o mosquito que transporta o vírus da dengue – ao país. 
Atualmente, o objetivo passa por mapear e detetar tipologias do inseto. A investigadora Carla Sousa explica que só assim conseguem evitar que o inseto se estabeleça. A plataforma permite que qualquer pessoa fotografe e adicione a foto no site ou aplicação. Se ficar um contacto, pode descobrir que variantes fotografou e pedir recomendações no caso de ter demasiados mosquitos em casa.