MP abre inquérito a Luís Filipe Vieira por alegada difamação de Pedro Proença

Antigo presidente do Benfica - que ainda não anunciou se é candidato - acusou Proença de o ter aliciado para demover Nuno Lobo de concorrer à FPF.

O Ministério Público (MP) confirmou esta quarta-feira a abertura de inquérito ao antigo presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, por "alegada difamação e denúncia caluniosa" do presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença.

Esta rádio confirmou junto de fonte da Procuradoria-Geral da República a existência do inquérito, que teve origem numa "queixa apresentada por alegada difamação e denúncia caluniosa".

No último fim de semana, a FPF repudiou as declarações de Vieira e adiantou que podia recorrer a "todos os meios legais disponíveis para defender o seu bom-nome, credibilidade e honorabilidade sempre que os mesmos sejam colocados em causa".

"A Federação Portuguesa de Futebol, e o seu Presidente, mesmo considerando e entendendo atuais contextos eleitorais, não admite que os seus nomes e a sua credibilidade sejam, sob qualquer pretexto, colocados em causa", lia-se no mesmo comunicado.

Tudo começou com as declarações que Vieira proferiu numa entrevista ao canal NOW, quando alegou que foi "aliciado" pelo atual presidente da FPF para demover da corrida o então candidato Nuno Lobo.

"Chegou a aliciar-me para tentar demover um determinado candidato. Para não se candidatar, para ele [Proença] se candidatar sozinho", garantiu Vieira, que falou de uma oferta de "15 mil euros de ordenado, carro e quando fosse para a UEFA ele é que ficava como presidente".

"O que lhe disse? Vou ver. Um dia vamos ter um frente a frente e falamos a sério do futebol português. As palavrinhas mansas não existem. Longe de mim achar que ia dizer isto, mas fiquei indignado. Ele não se pode intrometer nas eleições do Benfica. Já fez tão mal ao Benfica, mesmo como árbitro”, disse Luís Filipe Vieira, na entrevista.

Pedro Proença, que liderava a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), tornou-se o 32.º presidente da FPF em 14 de fevereiro, sucedendo a Fernando Gomes, que ocupou o cargo nos últimos 13 anos, ao vencer as eleições com 75% dos votos, contra 25% de Lobo.