MP avança com processo que pode fazer autarca do Chega Rui Cristina perder mandato

Processo decorre num tribunal de Loulé e pode implicar a perda de mandato.

O Ministério Público abriu um processo que envolve o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, no seguimento nomeação da irmã do autarca para coordenar o Gabinete de Apoio aos Vereadores do município.

A Procuradoria-Geral da República confirmou a esta redação a abertura do procedimento, depois da rádio TSF e do jornal Público terem avançado que está em causa uma queixa apresentada pelo movimento Albufeira Sem Medo.

"Confirma-se a instauração da ação", indica a PGR, acrescentando que decorre no Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé.

A revista Sábado noticiou, em janeiro de 2026, que Rui Cristina nomeou a irmã, Sara Cristina, para uma "função de coordenação" como adjunta no Gabinete de Apoio aos Vereadores.

Chamado a justificar publicamente a nomeação, Rui Cristina defendeu, em reunião da assembleia municipal, que o currículo da irmã nomeada permitia "comprovar a experiência e as qualificações adequadas às funções de Adjunta à Vereação, assegurando-se a observância dos princípios de transparência, lealdade e rigor na atuação municipal, com finalidade de assegurar a eficácia dos serviços em prol dos munícipes".

No seguimento do episódio, Rui Cristina sublinhou que "não existiu qualquer nomeação ou designação, mas apenas um procedimento de mobilidade", e que a responsável seria a vereadora dedicada aos Recursos Humanos.