Mudança de designação para "Universidades Politécnicas" contribuiu para aumento de candidatos
Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos reconhece mérito na medida.
O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) considerou hoje que a alteração da denominação para "Universidades Politécnicas" contribuiu para um maior reconhecimento da qualidade das instituições e consequente aumento do número de candidatos.
Perto de 50 mil estudantes foram colocados na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, o maior número de colocados da última década, com exceção de 2020, ano em que foram adotadas regras excecionais devido à pandemia da covid-19.
Como os concursos anteriores, o subsistema universitário, que recebeu 66,6% dos colocados, continua a representar a escolha preferencial dos estudantes.
Ainda assim, o subsistema politécnico registou, este ano, um aumento expressivo de novos estudantes, com 16.679 colocados, mais 20% face ao ano anterior, enquanto as universidades receberão cerca de 33 mil alunos colocados na 1.ª fase, mais 7,8% em relação a 2025.
Para o presidente do CCISP, o crescimento dos politécnicos deve-se, em parte, a uma alteração introduzida pelo novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) que passou a designar os institutos politécnicos como "Universidades Politécnicas".
A transição foi formalizada apenas em 01 de agosto, enquanto decorriam as candidaturas à 1.ª fase do CNAES, mas Luís Loures acredita que a adoção da nova designação contribuiu para "aumentar o reconhecimento da qualidade e da capacidade instalada destas instituições".
"Universidade é o termo que associamos mais diretamente ao ensino superior", sublinha o presidente do CCISP, citado em comunicado, acrescentando que a mudança "promove uma maior equidade entre subsistemas".
Além da nova designação, Luís Loures defende que falta "a equiparação ao nível do financiamento para que as Universidades Politécnicas possam ser ainda mais competitivas, ganhem cada vez mais maturidade científica e possam continuar a afirmar-se e a desenvolver trabalho de excelência em áreas de investigação emergentes".
A alteração da designação dos 13 institutos politécnicos - Beja, Bragança, Castelo Branco, Cávado e Ave, Coimbra, Guarda, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal, Tomar, Viana do Castelo e Viseu -- foi autorizada na sequência de avaliação da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), que confirmou os padrões de excelência e qualidade para passarem a Universidades Politécnicas.
Por outro lado, o CCISP saúda a alteração ao regime de acesso ao ensino superior, que permitiu que as instituições pudessem voltar a exigir apenas uma prova de ingresso, na sequência da redução de caloiros no ensino superior em 2025, quando passaram a ser exigidas, pelo menos, duas provas de ingresso.
De acordo com o Instituto para o Ensino Superior, dos 1.519 cursos que podiam fixar apenas uma prova de ingresso, 88% fizeram-no, uma opção que o presidente do CCISP diz ter contribuído para o aumento do número de estudantes colocados.
"Não fazia sentido reduzir todo o percurso académico do secundário a um conjunto de provas feitas em algumas horas. Os resultados no ano passado foram muito impactados pelo modelo vigente e a alteração das regras por nós propostas ajudou a alcançar estes resultados muito mais positivos para o país e para os nossos jovens", refere Luís Loures.
Entre os mais de 60 mil candidatos à 1.ª fase do CNAES, 49.991 conseguiram colocação numa instituição de ensino superior pública, mais 6.092 do que no ano passado, ocupando 88,9% das vagas.
Apesar dos problemas registados no processo de classificação dos exames nacionais e divulgação das notas, este é o maior número de colocados da última década, com exceção de 2020, ano em que foram adotadas regras excecionais para a conclusão do ensino secundário e ingresso no superior devido à pandemia da covid-19.
As colocações da 1.ª fase do CNAES serão divulgadas às 00:01 de domingo na página do IES, em www.dges.gov.pt, e os estudantes colocados terão até 27 de agosto para realizar a matrícula.
Perto de 50 mil estudantes foram colocados na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, o maior número de colocados da última década, com exceção de 2020, ano em que foram adotadas regras excecionais devido à pandemia da covid-19.
Como os concursos anteriores, o subsistema universitário, que recebeu 66,6% dos colocados, continua a representar a escolha preferencial dos estudantes.
Ainda assim, o subsistema politécnico registou, este ano, um aumento expressivo de novos estudantes, com 16.679 colocados, mais 20% face ao ano anterior, enquanto as universidades receberão cerca de 33 mil alunos colocados na 1.ª fase, mais 7,8% em relação a 2025.
Para o presidente do CCISP, o crescimento dos politécnicos deve-se, em parte, a uma alteração introduzida pelo novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) que passou a designar os institutos politécnicos como "Universidades Politécnicas".
A transição foi formalizada apenas em 01 de agosto, enquanto decorriam as candidaturas à 1.ª fase do CNAES, mas Luís Loures acredita que a adoção da nova designação contribuiu para "aumentar o reconhecimento da qualidade e da capacidade instalada destas instituições".
"Universidade é o termo que associamos mais diretamente ao ensino superior", sublinha o presidente do CCISP, citado em comunicado, acrescentando que a mudança "promove uma maior equidade entre subsistemas".
Além da nova designação, Luís Loures defende que falta "a equiparação ao nível do financiamento para que as Universidades Politécnicas possam ser ainda mais competitivas, ganhem cada vez mais maturidade científica e possam continuar a afirmar-se e a desenvolver trabalho de excelência em áreas de investigação emergentes".
A alteração da designação dos 13 institutos politécnicos - Beja, Bragança, Castelo Branco, Cávado e Ave, Coimbra, Guarda, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal, Tomar, Viana do Castelo e Viseu -- foi autorizada na sequência de avaliação da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), que confirmou os padrões de excelência e qualidade para passarem a Universidades Politécnicas.
Por outro lado, o CCISP saúda a alteração ao regime de acesso ao ensino superior, que permitiu que as instituições pudessem voltar a exigir apenas uma prova de ingresso, na sequência da redução de caloiros no ensino superior em 2025, quando passaram a ser exigidas, pelo menos, duas provas de ingresso.
De acordo com o Instituto para o Ensino Superior, dos 1.519 cursos que podiam fixar apenas uma prova de ingresso, 88% fizeram-no, uma opção que o presidente do CCISP diz ter contribuído para o aumento do número de estudantes colocados.
"Não fazia sentido reduzir todo o percurso académico do secundário a um conjunto de provas feitas em algumas horas. Os resultados no ano passado foram muito impactados pelo modelo vigente e a alteração das regras por nós propostas ajudou a alcançar estes resultados muito mais positivos para o país e para os nossos jovens", refere Luís Loures.
Entre os mais de 60 mil candidatos à 1.ª fase do CNAES, 49.991 conseguiram colocação numa instituição de ensino superior pública, mais 6.092 do que no ano passado, ocupando 88,9% das vagas.
Apesar dos problemas registados no processo de classificação dos exames nacionais e divulgação das notas, este é o maior número de colocados da última década, com exceção de 2020, ano em que foram adotadas regras excecionais para a conclusão do ensino secundário e ingresso no superior devido à pandemia da covid-19.
As colocações da 1.ª fase do CNAES serão divulgadas às 00:01 de domingo na página do IES, em www.dges.gov.pt, e os estudantes colocados terão até 27 de agosto para realizar a matrícula.
