Mundial2022: Europa é 'tetra' e soma mais três títulos do que a América do Sul
Os europeus somam agora 12 títulos, contra nove da América do Sul.
A Europa, que só tinha revalidado o título em 1938, com a segunda vitória consecutiva da Itália, apresenta-se no Mundial2022 de futebol como tetracampeã em título e já com mais três títulos do que a América do Sul.
Numa prova que nunca escapou às duas confederações, a UEFA e a CONMEBOL, o ‘velho continente’ igualou os sul-americanos em 2006, ultrapassou-os em 2010 e aumentou a vantagem em 2014 e 2018.
Os europeus somam agora 12 títulos, contra nove da América do Sul, que está em ‘branco’ desde 2002, mais precisamente do ‘penta’ do Brasil, conquistado na Coreia do Sul e no Japão pelo conjunto comandado por Luiz Felipe Scolari, que, depois (2003/20008), viria a ser selecionador português.
Após o derradeiro título dos ‘canarinhos’, só ‘deu’ Europa, com o ‘tetra’ da Itália, em 2006, na Alemanha, a estreia a vencer da Espanha, em 2010, na África do Sul, e o ‘tetra’ da Alemanha, em 2014, no Brasil, onde nas meias-finais a ‘Mannschaft’ goleou os anfitriões por 7-1.
Na última edição, em 2018, foi a vez de ganhar a França, após uma final 100% europeia com a Croácia (4-2), para somar o seu segundo título, repetindo 1998.
A Europa está, assim, com três títulos à maior, sendo que, antes de 2010, só tinha liderado isolada em 1938, graças ao ‘bis’ da Itália (primeiro em 1934), após o triunfo inaugural do Uruguai (1930), e em 1954, com a vitória da RFA, em resposta à segunda conquistada da seleção ‘celeste’ (1950).
O Mundial começou em 1930, no Uruguai, e como uma vitória dos anfitriões, seguindo-se dois triunfos da Itália, o primeiro em casa e o segundo na ‘vizinha’ França.
Após a II Guerra Mundial, o Brasil foi o organizador em 1950, mas foi o Uruguai a ‘bisar’, precisamente na segunda participação, após as ausências de 1934 e 1938.
A Europa voltou ao comando com a vitória da RFA em 1954, mas, vingando o ‘Maracanazo’, os ‘canarinhos’, com Pelé, responderam com dois triunfos consecutivos (1958 e 1962) e voltaram a adiantar a América do Sul.
Seguiu-se um longo período de alternância, com o único cetro da Inglaterra (1966), o ‘tri’ do Brasil (1970), que valeu a Taça Jules Rimet, o ‘bis’ da RFA (1974), a primeira vez da Argentina (1978) e o ‘tri’ da Itália (1982).
Em 1986, Maradona escreveu o ‘bis’ da Argentina, antes do ‘tri’ da RFA (1990), do ‘tetra’ dos brasileiros (1994), da estreia gaulesa (1998), e do ‘penta’ dos ‘canarinhos’ (2002).
A América do Sul ficou a vencer por 9-8, mas, nas últimas quatro edições, a Europa somou outros tantos triunfos e virou para 12-9, com os ‘tetras’ de Itália (2006) e Alemanha (2014), intercalados pela estreia a vencer da Espanha (2010), e o ‘bis’ de França (2018).
