Músicos britânicos pedem acesso livre para tocarem na União Europeia
Classe dos músicos não foi incluída no acordo que permite entrada dos trabalhadores britânicos nos 27 países membros sem necessidade de visto.
Está a decorrer uma petição ao Governo do Reino Unido para que dê aos músicos britânicos e profissionais de espetáculo a autorização para entrarem nos territórios dos 27 países membros da União Europeia, no decurso das digressões continentais que venham a fazer.
A 1 de janeiro de 2021, o Reino Unido sai em definitivo da União Europeia e no acordo firmado a 24 de dezembro, entre o governo de Boris Johnson e as autoridades de Bruxelas, foi estabelecida uma cláusula que permite acesso livre de trabalhadores britânicos aos referidos 27 países (incluindo Portugal), mas que não teve em conta a classe dos músicos.
Caso não haja acesso livre sem necessidade de visto, as digressões europeias dos músicos britânicos tornar-se-ão bastante mais dispendiosas.
A petição corrente está em vias de arrecadar as necessárias 100 mil assinaturas. Esta petição de pedido de acesso livre à União Europeia abarca não só os músicos e profissionais dos espetáculos, como também celebridades das áreas do desporto e da televisão.
O vocalista dos Charlatans, Tim Burgess, é uma das figuras musicais que defende esta petição, lembrando as grandes receitas anuais da música britânica para a economia do Reino Unido. Alguns dos nomes mais sonantes de sempre da pop e do rock vêm de terras britânicas, basta lembrar os Beatles, os Rolling Stones, os Queen, David Bowie, Elton John, Sting, os Dire Straits, os Iron Maiden, as Spice Girls, entre tantos, tantos outros.
So many MPs namedrop bands and artists in order for them to seem relevant/ cool. We now need them to help us.
— Tim Burgess (@Tim_Burgess) December 27, 2020
The UK music industry contributed £5.8bn to our economy in 2019.
- for that to continue, we need to be able to tour Europe.
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