Músicos portugueses unidos por Moçambique na Galeria Zé dos Bois

Iniciativa solidária decorre este domingo no terraço da ZdB, no Bairro Alto, em Lisboa.

Selma Uamusse, B. Fachada, Gisela João, Lula Pena e Ricardo Toscano são alguns dos muitos músicos que vão estar no domingo na associação cultural ZdB [Zé dos Bois], em Lisboa, para apoiar a população moçambicana atingida há uma semana pelo ciclone Idai.

A iniciativa solidária decorrerá na tarde de domingo, dia 24, no terraço da ZdB, e tem por objetivo angariar verbas e donativos que serão entregues ao Grupo Unidos pela Beira, cujo trabalho "se tem revelado significativo na minimização dos efeitos da catástrofe", refere a associação cultural.

Entre os cerca de 60 músicos e artistas visuais que se associam à tarde solidária estão Wasted Rita, Alice Geirinhas, Hugo Canoilas, António Poppe, Igor Jesus, Xavier Almeida, Joana Hintze, Filipe Sambado, Jasmim, Primeira Dama e Ricardo Toscano com Pedro Sousa e Gabriel Ferrandini.

"Nesta tarde de domingo, partilhamos música e petiscos no terraço, num gesto de encontro solidário com concertos, DJ sets e trabalhos de artistas e cujo lucro reverterá na íntegra para o auxílio da população moçambicana", refere a ZdB.

O ciclone Idai, que passou no passado dia 14 pelo sudeste do continente africano, causou pelo menos 557 mortos, dos quais 242 em Moçambique, 259 no Zimbabué e 56 no Maláui, sendo este um balanço provisório.

Pelo menos 2,8 milhões de pessoas foram afetadas nestes três países, e a área submersa em Moçambique é de cerca de 1.300 quilómetros quadrados, segundo estimativas de organizações internacionais.

A cidade moçambicana da Beira foi uma das mais afetadas e a ONU alertou para a existência de 400.000 pessoas desalojadas, que precisam de ajuda urgente, avaliada em mais de 35 milhões de euros.

Mais de uma semana depois da tempestade, milhares de pessoas continuam à espera de socorro em áreas atingidas por ventos superiores a 170 quilómetros por hora, chuvas fortes e cheias, que deixaram um rasto de destruição em cidades, aldeias e campos agrícolas.

Portugal é um dos países que enviaram técnicos e ajuda para Moçambique, com dois aviões C-130 da Força Aérea a caminho da Beira e um terceiro, um avião comercial fretado, com partida prevista para hoje, seguindo-se um outro voo na segunda-feira, fretado pela Cruz Vermelha Portuguesa.