NATO reforça Defesa e põe meios em "alerta máximo"

Mas "não vai utilizar as suas forças em território ucraniano", diz Jens Stoltenberg.

A NATO vai reforçar a Defesa por via terrestre, marítima e aérea e colocar os meios de que dispõe no leste da Europa em "alerta máximo", mas "não vai utilizar as suas forças em território ucraniano", esclarece o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, após reunião dos ministros da Defesa da NATO, esta quarta-feira.

Stoltenberg explica que a guerra na Ucrânia e a postura agressiva da Rússia aumentou a importância de reforçar os meios da NATO. Adverte Moscovo contra qualquer tentativa de utilizar armas químicas na Ucrânia, indicando que a organização está a reforçar as suas defesas no flanco oriental na Polónia e na Eslováquia.

O secretário-geral da Aliança Atlântica espera, no entanto, uma resolução diplomática ao invés de pôr meios da NATO em terreno ucraniano. Apela a que a Rússia esteja "de boa fé nas negociações" e que Putin "páre esta guerra".

Destaca ainda a capacidade do exército da Ucrânia e enaltece a coragem e bravura dos ucranianos. Considera que o presidente russo substimou essa força e que, também que, por isso, a "guerra rápida" que pretendia, falhou.