New Max reedita álbum de estreia a solo

Membro dos Expensive Soul recupera "Phalasolo" 13 anos depois de ter sido lançado.

"Phalasolo", o álbum de estreia a solo do músico e produtor Tiago Novo (New Max), dos Expensive Soul, está disponível em todas as plataformas digitais, 13 anos depois de ter sido editado.

Em janeiro de 2009, New Max decidiu marcar o início do projeto a solo com “Phalasolo”, álbum que disponibilizou em exclusivo na Internet para download gratuito. Treze anos depois decidiu reeditá-lo.

"Muitos amigos, e também pessoas que não conheço, vinham ter comigo a pedir que reeditasse o álbum, que o pusesse cá fora, porque só estava disponível no Youtube e muita gente nem sabia que ele estava lá. Já sentia que tinha que o fazer há uns anos, mas devido à carreira dos Expensive Soul estar em ascensão não consegui", contou, em entrevista à Lusa.

Composto por 14 temas, cantados em português, "Phalasolo" está a partir de hoje disponível em todas as plataformas digitais e mais tarde será editado em formato vinil.

Escrito, produzido e gravado por New Max, “Phalasolo” é um álbum dominado pela soul, que conta com a participação de Sam The Kid, Regula, Carlão, Virgul, Marta Ren e Demo.

“Phalasolo” ainda chegou a ser apresentado ao vivo duas vezes, no Porto e em Vila Nova de Famalicão, mas pouco tempo depois de ter sido editado, saiu um novo álbum dos Expensive Soul, que incluía o tema 'O amor É Mágico”, “que abafou todos os outros projetos" que New Max tinha.

Naquela altura, recordou, o país estava "a passar uma crise, havia poucos concertos e era quase impossível 'vender' as duas bandas, os dois projetos", e a carreira a solo "ficou de lado, até agora".

O álbum, que ainda hoje New Max ouve e saboreia "como se fosse o primeiro dia", é reeditado sem alterações. Mas na edição em vinil, o músico quer "juntar mais alguma coisa". "Talvez umas 'remixes', mas ainda estou a trabalhar nisso", partilhou.

"Phalasolo" é apresentado ao vivo a 7 de maio no Capitólio, em Lisboa, e a 13 de maio no Hard Club, no Porto.

"Quero fazer arranjos diferentes. Quero que seja mais alternativo, que haja espaço para outras coisas, ter alguns convidados e se calhar nem precisam de ser os do disco. Não tem que ser uma cópia do álbum ao vivo", adiantou.

O músico espera que estes não sejam os únicos concertos do projeto a solo, até porque este “terá continuação”.

"Faço música regularmente e acabo por ter muitas músicas, que vão ficar na gaveta. Estou a tentar que vejam a luz do dia, quero dar seguimento a esse trabalho destes anos todos", contou.

E desengane-se quem possa pensar que a carreira a solo de New Max pode implicar uma pausa nos Expensive Soul: "Agora podem coexistir lado a lado [este projeto e Expensive Soul]", disse, partilhando que a banda planeia divulgar um novo tema no primeiro trimestre deste ano.