New Order solidários com a Ucrânia: "e com os russos que protestam contra a invasão"
Ao sétimo dia da invasão da Rússia, os artistas continuam a manifestar solidariedade para com o povo ucraniano.
Os New Order usaram hoje as redes sociais para expressar apoio aos ucranianos que estão a sofrer desde a invasão russa, ordenada pelo presidente Vladimir Putin no passado dia 24 de fevereiro. "Apoiamos o povo da Ucrânia na sua luta contra a Rússia e respeitamos os russos corajosos que protestam contra a invasão", escreveu a banda inglesa nas contas oficiais. O coletivo de Manchester junta-se à vasta lista de artistas que têm manifestado apoio à Ucrânia que enfrenta o sétimo dia de invasão.
David Gilmour, o homem que dá voz aos Pink Floyd, também apelou à paz nas redes sociais. "Soldados russos, parem de matar os vossos irmãos. Esta guerra não terá vencedores, escreveu o músico britânico. A minha nora é ucraniana e as minhas netas querem visitar o seu país maravilhoso. Parem antes que fique tudo destruído. O Putin tem de sair", acrescentou o músico.
O norte-americano Iggy Pop também usou as redes sociais para anunciar o cancelamento do concerto que estava marcado para o dia 10 de julho no festival Park Live, em Moscovo, na Rússia. "A presença do Iggy Pop no festival de Moscovo no dia 10 de julho em 2022 foi cancelada. À luz dos acontecimentos, foi necessário cancelar o espetáculo", referia a nota divulgada nas contas do músico histórico. "Os nossos pensamentos estão com os ucranianos e com todas as pessoas corajosas que se opõem a esta violência e querem a paz", acrescentava o comunicado.
Nick Cave também anunciou o cancelamento dos espetáculos que estavam agendados para solo russo e ucraniano. "Perante o que está a acontecer não temos outra hipótese que não a de cancelar os concertos que estavam marcados para a Rússia e a Ucrânia durante o verão", diz o comunicado publicado na conta de Instagram. "Os nossos pensamentos estão com o povo e com o heróico líder da Ucrânia e com todos os que estão a sofrer com esta guerra sem sentido. Ucrânia, estamos convosco. Estamos também com todos os russos que se opõem a esta brutalidade. Rezamos para que esta loucura acabe o mais rapidamente possível", terminava a nota assinada pelo Nick Cave e os seus Bad Seeds.
Os Bring Me The Horizon cancelaram os concertos na Rússia, Ucrânia e Bielorrússia. "Respeitamos muito a coragem demonstrada pelo povo ucraniano e rezamos para que a paz seja restabelecida rapidamente. Rússia, queremos que saibam que sabemos perfeitamente que as atrocidades que estão a ser cometidas pelo vosso líder não refletem os ideais e os valores das pessoas que conhecemos no vosso país", acrescentou a banda britânica.
Os Green Day anunciaram o cancelamento do concerto marcado para 29 de maio em Moscovo, na Rússia. "À luz dos últimos acontecimentos, é com tristeza que cancelamos o concerto no Spartak Stadium", escreveu o coletivo. "Estamos conscientes de que o que está a acontecer é bem maior que concertos de rock em estádios. Sabemos, porém, que o rock n' roll viverá para sempre e que haverá oportunidade de voltarmos lá no futuro", acrescentou o trio norte-americano. A data que estava agendada para a capital russa já foi removida do site oficial dos Green Day.
Elton John também expressou solidariedade para com a Ucrânia. O músico britânico escreveu um texto nas redes sociais com palavras de apoio aos ucranianos, acrescentado estar "de coração partido" com o "pesadelo" que estão a viver.
"Ao longo dos últimos 20 anos, a Elton John AIDS Foundation prestou ajuda às pessoas mais vulneráveis da Ucrânia, disponibilizando acesso a cuidados médicos relacionados com a VIH. A ajuda está incluída no nosso compromisso com as comunidades da Europa de Leste e da Ásia Central", começou por escrever o dono de 'Tiny Dancer'.
"Estamos de coração partido e horrorizados enquanto vemos o desenrolar do conflito. Os nossos corações estão com o povo da Ucrânia que não merecia estar a viver este pesadelo", continua o texto publicado pelo músico britânico. "Nestes tempos devastadores, queremos ver o fim do conflito, da violência e do sofrimento na Ucrânia para que os serviços de ajuda humanitária cheguem o mais rapidamente possível a quem precisa".
No passado dia 24 de fevereiro, a Rússia lançou ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram cerca de 200 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de meio milhão de refugiados. O Presidente russo, Vladimir Putin, justificou a "operação militar especial" na Ucrânia com o objetivo de desmilitarizar o país vizinho, para fortalecer a defesa da Rússia
