Nicolas Alves (dos December 10): "fiz seis irmãos para a vida"
Coversámos com Nicolas Alves, que cresceu em Portugal, e ainda trocámos algumas impressões com o resto do grupo. Oiça a entrevista.
Os December 10 são a nova banda britânica formada pelo famoso produtor e empresário Simon Cowell, homem que juntou os One Direction ou as Little Mix, só para dar alguns exemplos.
Os sete elementos da nova banda – que já soma uma substancial legião de fãs – são Cruz Lee-Ojo, Danny Bretherton, Hendrik Christoffersen, John Fadare, Josh Olliver, Nicolas Alves e Sean Hayden.
"Os December 10 são uma boyband verdadeiramente moderna e inclusiva, representando Chorley, Rochester, Dublin, Londres, Lisboa e Walsall, com ascendência irlandesa, brasileira, indiana, nigeriana e jamaicana entre os seus membros. As suas influências musicais são igualmente expansivas – desde Fela Kuti, Daft Punk, Brent Faiyaz e Steve Lacy a Pearl Jam, Freddie Mercury, The Notorious B.I.G., Catfish and the Bottlemen, Sabrina Carpenter, Usher, passando por ícones brasileiros como Legião Urbana e Cazuza", é como se apresentam ao mundo. A diversidade de influências e a cumplicidade entre os sete faz antever um caminho auspicioso pela frente, sendo que a casa da partida do projeto já soa a vitoriosa.
No final de janeiro, o coletivo editou o primeiro single - 'Run My Way' - tema que chegou depois da bem-sucedida versão que os December 10 fizeram do tema 'Bye Bye Bye', original dos NSYNC.
"Escrita e produzida pelos compositores de sucesso Savan Kotecha (Ariana Grande, The Weeknd) e Rami Yacoub (Beyoncé, Lady Gaga), ‘Run My Way’ é um tema contagiante de power pop com guitarras, apontado claramente a um público global", refere o comunicado de imprensa.
O videoclipe foi realizado pelo premiado KC Locke (Aitch, Jorja Smith, KSI, Stormzy) e "filmado com um estilo de montagem rápida, espontânea e documental", acrescenta a nota.
A banda é também protagonista da série documental "Simon Cowell: The Next Act" – disponível na plataforma Netflix. Foi, aliás, na série que o grupo foi apresentado ao mundo.
Os December 10 já acumulam milhões de seguidores nas redes sociais. A versão que fizeram de 'Bye, Bye, Bye', dos NSYNC, já ultrapassou já 1,5 milhões de visualizações orgânicas no YouTube.
Com apenas um single editado, o grupo esgotou, em poucos minutos, a primeira digressão, intitulada "Introducing!", pelo Reino Unido e Irlanda. O circuito (de 13 concertos) arranca em Glasgow, Escócia, a 16 de fevereiro, e termina em Dublin, Irlanda, a 22 de fevereiro.
Um dos elementos do coletivo é Nicolas Alves, nascido no Reino Unido e filho de pais brasileiros, mas com uma forte uma ligação a Portugal, já que vive no país desde 2019. Depois de ter participado no programa da RTP The Voice kids, em 2022, o cantor representou Portugal na Eurovisão Júnior, nesse mesmo ano, com o tema 'Anos 70' (composto por Carolina Deslandes).
Foi com Nicolas que conversámos sobre a o projeto de ascensão meteórica mas ainda aproveitámos os últimos minutos para trocar algumas impressões com o resto do grupo.
Oiça a entrevista:
Como é que te sentes em integrar este projeto? Estás a realizar um sonho?
Nicolas: Ah, sim. É uma alegria gigante poder ter entrado na banda. Foram dois anos da minha vida que dediquei ao documentário e ao projeto em si. Tem sido uma experiência inacreditável e absolutamente maravilhosa. Fiz seis irmãos para vida. Estamos a embarcar juntos nesta aventura. E cada dia tem sido maravilhoso. Incrível. Não podia ter pedido mais.
O que é que, na tua opinião, cada um de vocês contribui para o projeto, sendo que têm backgrounds diferentes, provavelmente gostos diferentes…
Nicolas: Acho há uma grande variedade [musical] na banda. Cada um gosta de diferentes tipos de música, de diferentes géneros musicais. E levamos essa variedade musical para o projeto. Também temos personalidades diferentes, o que dá uma boa dinâmica ao grupo. Há contribuições, pontos de vista e ideias diferentes que acabam por tornar a nossa dinâmica muito mais interessante.
E, certamente, que aprendem uns com os outros…
Nicolas: Exatamente. E isso é o mais importante.
Estão sempre a aprender, a trocar experiências…
Nicolas: Sim, exato.
Quantas canções é que já têm guardadas?
Nicolas: Temos várias músicas gravadas e já temos essas canções mesmo antes do show [documentário da Netflix] ter saído em dezembro do ano passado. Em outubro, já tínhamos várias músicas. Foi nessa altura que começámos a gravar. Se não me engano, temos à volta de vinte canções preparadas.
Também gostava de saber o que é que têm aprendido com o Simon Cowell. Que conselhos é que vos tem dado ao longo deste percurso?
Nicolas: O Simon é uma pessoa muito gentil, muito humilde. Acho que um dos principais conselhos que recebemos, enquanto banda, tem a ver com a forma de tratar as pessoas. Quem conhece o Simon sabe que, quando ele entra numa sala ou em algum lugar, trata toda a gente com respeito. Sorri, cumprimenta toda a gente. Ensina-nos a tratar toda a gente de forma justa, com respeito, seja o chefe de uma empresa, seja a pessoa que está a fazer limpezas. É importante tratar toda a gente com respeito.
Falando agora do primeiro single, 'Run My Way', de que forma é que a canção encaixa naquilo que vocês são enquanto December 10?
Nicolas: Acho que 'Run My Way' é a canção perfeita para ser o nosso primeiro single como December 10. Acho que nos representa muito bem. É uma música muito divertida, com diferentes rumos ao longo da canção. Representa, precisamente, a nossa diversidade e variedade musical. É uma música caótica, divertida, como já disso. É a canção perfeita para nos representar como banda.
A vossa digressão pelo Reino Unido e Irlanda esgotou em minutos, o que é incrível…
Nicolas: É absolutamente surreal. Mesmo antes de ter saído o 'Run My Way', vendemos literalmente todos os shows no Reino Unido em menos de um minuto. Foi um momento muito gratificante. Ficámos muito gratos e orgulhosos por sabermos que temos fãs que ficaram ansiosos por nos verem a atuar ao vivo mesmo antes de termos lançado o single. Foi um momento inesquecível para nós, enquanto banda.
Quando se começa desta forma até onde é que podem chegar? Qual é que é o vosso horizonte? Estão preparados para esse estrelato?
Nicolas: Eu diria que estamos preparados. Mas não sabemos o que poderá acontecer. Estamo-nos a tentar preparar da melhor maneira possível. Somos como uma família. Estamos aqui uns para os outros. Nesta aventura vamos dar um passo de cada vez juntos.
E para vocês, como é que está a ser viver esta experiência? Já sei que estão a vivê-la como irmãos…
Josh: É uma loucura termos o nosso trabalho de sonho com os nossos melhores amigos. Cada um deles é o meu melhor amigo.
E quando estão juntos, sozinhos, trocam ideias sobre as vossas expetativas, sobre o futuro, sobre os vossos medos, a digressão?
John: Eu, pessoalmente, gosto muito de falar sobre os nossos sonhos porque estamos num lugar incrível. Sinto que queremos verdadeiramente perseguir os nossos objetivos. Queremos ser a maior banda do mundo.
Estão preparados para um dia serem a maior banda do mundo?
Sean: Vamos trabalhar muito para isso. Somos ambiciosos. Nem sabemos bem o que significa ser a maior banda do mundo. Por isso, vamos apenas tentar dar o nosso melhor aos nossos fãs. E já temos uma grande quantidade de fãs de quem gostamos muito. Queremos juntar o máximo de pessoas possível a bordo do comboio dos December 10. Por isso, vamos trabalhar muito e dar o nosso melhor.
E esgotaram a digressão em minutos. O que é incrível. O que é que estão a preparar para os espetáculos? O que é que me podem contar?
December 10: Vamos tocar canções que ainda não foram lançadas. Vamos ter muitos instrumentos [no palco]. E muita energia e excitação porque nunca fizemos isto antes. E queremos ver os nossos fãs. Conhecemos alguns recentemente num meet & greet e foi muito fixe. Vai ser muito divertido. Queremos mostrar às pessoas o que temos andado a fazer. Lançámos o 'Run My Way' mas temos muito mais material que queremos mostrar.
E depois, talvez, uma digressão mundial…
December 10: Esperemos que sim. E esperemos passar por Portugal.
Sim, têm de passar por cá…
December 10: Sim. O Nicolas pode levar-nos a passear por aí.
Nicolas: Mal posso esperar por levar os rapazes a Portugal e, quem sabe, esgotarmos a MEO Arena.
