"Ninguém está sozinho". PSP ajuda a reerguer Leiria e deixa alertas
A Polícia de Segurança Pública tem mobilizado um forte dispositivo na região após os danos causados pela depressão Kristin.
No quartel dos Sapadores Bombeiros de Leiria reúnem-se por estes dias várias entidades para coordenar a resposta às populações afetadas pela depressão Kristin. A Polícia de Segurança Pública (PSP) é umas das forças envolvidas no apoio à população, garantindo que "ninguém está sozinho".
"O que nós estamos agora a fazer é, sobretudo, apoiar nas operações de limpeza, porque é preciso cortes de vias. Há muitas árvores que caíram nas habitações, nos serviços públicos, postes de eletricidade. (...) Portanto, reforçámos muito o nosso pessoal da mobilidade, do trânsito", explica o superintendente Domingos Antunes, comandante do comando distrital da PSP de Leiria.
A falha de energia é outro problema que tem levado a PSP, autarquias e juntas de freguesia a fazerem "um esforço para colocar geradores". Também "o fornecimento da água" tem sido afetado nos últimos dias, incluindo nas próprias instalações da polícia em Leiria.
Alerta para Burlas e acidentes
O comandante da PSP de Leiria reforça ainda o alerta para possíveis burlas nesta altura em que "há pessoas menos escrupulosas que se aproveitam do estado emocional mais debilitado" de quem ficou afetado pela tempestade.
"Alguns querem prestar cuidados de saúde, outros querem vender materiais de construção, outros querem fazer prestação de serviço de reparação de telhado urgente e pedem logo imediatamente um sinal para iniciarem as obras. Depois vem-se a constatar que não são essas pessoas idóneas, nem aparecem. Alguns vendem geradores que nem funcionam sequer. Portanto, era importante que as pessoas estivessem sensibilizadas para confirmar e só estabelecerem relações daquelas que conhecem. Não conhecendo, têm que chamar a polícia para certificar".
Outro alerta deixado pela PSP está relacionado com os acidentes nas operações de limpeza ou reparação das casas afetadas pelo temporal: "as pessoas só devem mesmo fazer os trabalhos essenciais e que devem aguardar. Percebo que o tempo é quase de desesperança, mas temos que acreditar que nós temos capacidade."
A reconstrução vai levar tempo, mas a "única maneira de nós ultrapassarmos isso é aproximarmos-nos uns dos outros. É o tempo da solidariedade", diz

