NOS Alive abre com a estreia dos Royston Club e com regresso dos veteranos A Perfect Circle

Esta quinta-feira arrancou a 18ª edição do NOS Alive, festival que decorre até sábado no Passeio Marítimo de Algés.

Esta quinta-feira arrancou a 18ª edição do NOS Alive, festival que decorre até sábado no Passeio Marítimo de Algés.

Antes de Nick Cave & The Bad Seeds e dos Twenty One Pilots, o palco maior do festival assistiu à estreia em solo português dos galeses Royston Club e ao aguardado regresso dos veteranos A Perfect Circle. 

Primeiro, como sinal de merecedor respeito, vamos aos veteranos. A Perfect Circle finalmente de volta a Portugal. Por volta das sete e meia da noite, com o sol já a cair no recinto, o grupo da Califórnia chamou para a frente do palco maior do Alive os fãs que ainda tem por Portugal, arrastando, com toda a certeza, também seguidores dos Tool ou dos Nine Inch Nails, e isto só para dar alguns exemplos. A enchente foi substancial assim que a banda (de culto) de Maynard James Keenan e Billy Howerdel assumiu as posições no palco. O grupo não punha os pés em solo português há demasiado tempo. A última visita à Europa foi 2018 e a Portugal, se não nos falham as contas, em 2004.

"Aos nossos amigos europeus. Temos saudades vossas. Já passou demasiado tempo", disse Billy Howerdel, em comunicado, quando foi anunciado o circuito que voltou a meter os pés dos A Perfect Circle na Europa. 

No périplo europeu, o coletivo tem revistado os álbuns que editou desde 2000 – ano em que saiu o aclamado "Mer de Noms" que esta noite esteve representado por dois temas icontornáveis, 'Rose' e 'Judith', esta última deixada para o grande final e fortemente aplaudida por quem estava no recinto.

Entre as glórias do passado, uma novidade. O público de Algés ouviu 'Starless', o tema editado em junho deste ano que abre as águas para novo material que deverá chegar na forma de álbum talvez depois da digressão. Quem sabe?

A distinta voz de Maynard James Keenan (voz dos Tool ou Puscifer) permanece intocável. Keenan, que apenas interagiu com o público com movimentos e gestos, concentrou a força da voz apenas nos temas que o grupo foi servindo sem paragens ou retoma do fôlego. Billy Howerdel ia acompanhando à guitarra, com lugar cativo de um dos lados do palco. Na bateria esteve Josh Freese, baterista dos Nine Inch Nails que recentemente passou pelo mesmo posto nos Foo Fighters (após a trágica morte de Taylor Hawkins) mas que acabou por ser substituído no ano passado. 

Ovação a acompanhar o violino dramático na altura em que a banda se posiciona para ocupar os lugares no palco. Ovação ainda maior à entrada de Billy Howerdel e de Maynard James Keenan. 

Keenan, vestido de preto e elevado numa plataforma de onde não saiu, entregou a voz a 'The Package'. O alinhamento contou ainda com 'Weak and Powerless', 'Disillusioned', 'The Doomed', 'Gravity', 'TalkTalk', 'The Outsider', 'Counting Bodies Like Sheep to the Rhythm of the War Drums' e 'Blue'.

Certo é que a sabedoria técnica, atmosférica e teatral de uma das bandas mais influentes do rock alternativo merecia mais tempo no palco principal.

Antes atuaram os novatos Royston Club. O quarteto abriu o palco NOS com o rock indie a soprar do País de Gales para Algés. 

Tom Faithfull, Ben Matthias, Dave Tute e Sam Jones aterraram em Portugal para mostrar "Songs for the Spine", o segundo avanço de estúdio, editado em 2025. No curto alinhamento, o grupo, que começou nas lides musicais como uma banda de covers, também incluiu temas do álbum de estreia "Shaking Hips and Crashing Cars", lançado em 2023. 

Com duas bandeiras no palco, uma da Palestina e outra da terra mãe, o País de Gales, a banda estreou-se hoje em solo português com vista para um futuro promissor.