Novo filme de Pequena Sereia gera polémica
O filme está previsto ser lançado em 2023.
Durante gerações, foi a Disney que nos mostrou o mundo. Contudo, foi também a Disney que durante décadas considerou apenas personagens caucasianas nas suas histórias. Esta realidade manteve-se até aos anos noventa quando a empresa decidiu criar a Pocahontas, a Mulan, a Jasmine de "Aladdin" e a Esmeralda de "O Corcunda de Notre Dame". E só em 2009 é que a Disney apresentou ao seu público uma princesa negra, como Tiana, em "A Princesa e o Sapo".
Segundo a jornalista Nicole Vassell do jornal britânico Independent "depois de uma infância a sentir-me excluída deste mundo de princesas, fiquei emocionada por finalmente ver um personagem a representar especificamente meninas como eu."
Nicole Vassell refere-se ao remake da pequena sereia que está a causar controvérsia. Porquê? Apenas porque a Disney quer alterar o tom de pele da pequena sereia.
No fim de semana, os fãs tiveram um vislumbre de Halle Bailey com rabo de sereia, top de biquíni roxo e dreadlocks de gengibre. Além disso, também se ouviu cantar algumas das músicas de assinatura do personagem, "Part of the World" (Fora do Mar), assim como um vislumbre do reino subaquático do qual Ariel tanto deseja escapar. Para a maioria, foi uma alegria. Halle Bailey parecia radiante como a melancólica sereia, enquanto os seus doces vocais introduziam uma nova visão da personagem muito amada.
Mas, infelizmente, o trailer também resultou num renascimento dos comentários racistas que surgiram quando a atriz foi escolhida pela primeira vez para o papel. A ideia icónica que as pessoas têm de Ariel, pele branca pálida, cabelos ruivos lisos, fizeram surgir alguns comentários como Halle Bailey #NotMyAriel.
Imediatamente, muitos outros rejeitaram as alegações, pois consideraram absurdo a discussão sobre quem pode e quem não pode interpretar uma criatura mitológica. Num filme que inclui um caranguejo a cantar com sotaque jamaicano. E uma mulher polvo roxo que rouba vozes. Debater a etnia da personagem principal é, em muitos aspectos, "ridículo", pode ler-se.
